Ex-governador Cláudio Castro receberá R$ 142 mil por férias não tiradas do estado
Castro recebe R$ 142 mil por férias não gozadas do estado

Ex-governador Cláudio Castro receberá R$ 142 mil por férias não tiradas do estado

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, receberá do estado o valor de R$ 142.871,84 referente a férias não usufruídas durante seu mandato no Executivo estadual. O reconhecimento oficial da dívida e a autorização para conversão em dinheiro foram publicados no Diário Oficial na quarta-feira, dia 15 de abril de 2026, através de um ato da Casa Civil.

Processo aberto após renúncia e antes de julgamento no TSE

O processo administrativo para pagamento das férias foi aberto dentro do governo estadual em 26 de março de 2026, apenas três dias após Castro ter divulgado publicamente sua renúncia ao cargo. No dia seguinte, 27 de março, estava previsto o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia cassar seu mandato e torná-lo inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Em nota oficial, o governo do estado do Rio de Janeiro afirmou que o valor corresponde a um direito legal do ex-governador relativo a períodos de férias não gozados, que totalizam 206 dias. O Palácio Guanabara, sede do governo, destacou em comunicado: “trata-se de um direito assegurado a todo servidor estadual que não tenha gozado seus períodos de férias”.

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Pagamento depende de disponibilidade orçamentária

De acordo com as informações divulgadas pelo estado, o processo agora seguirá para a fase de pagamento efetivo, observada a disponibilidade orçamentária específica para despesas de pessoal. O valor de R$ 142.871,84 representa a conversão em dinheiro dos 206 dias de férias acumulados por Castro durante seu exercício no governo.

Este caso ocorre em um contexto político delicado, marcado pela renúncia do ex-governador pouco antes de um julgamento crucial no TSE que poderia ter consequências significativas para sua carreira política. A rapidez com que o processo foi aberto – apenas três dias após a renúncia – tem chamado a atenção de observadores e analistas políticos.

O pagamento por férias não gozadas é uma prática comum no serviço público, mas neste caso específico ganha contornos particulares devido ao momento político e às circunstâncias que envolvem a saída de Cláudio Castro do governo do Rio de Janeiro.

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