Ex-presidente Jair Bolsonaro deixa UTI após melhora clínica, mas segue internado em Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, nesta terça-feira (24), após apresentar melhora clínica significativa. No entanto, ele continua internado para tratamento de uma pneumonia bacteriana bilateral, sem previsão de alta hospitalar imediata.
Quadro clínico e tratamento médico
Segundo boletim médico divulgado pela equipe responsável, Bolsonaro foi transferido para um quarto comum após evolução positiva no quadro de saúde. Ele está sendo tratado para uma broncopneumonia bacteriana bilateral, uma infecção que atinge ambos os pulmões. Os médicos identificaram que a origem do problema foi aspirativa, ocorrendo quando conteúdo do estômago entra nas vias respiratórias, podendo desencadear infecções graves.
Inicialmente, a equipe médica utilizou dois antibióticos no tratamento, mas como a resposta não foi suficiente, um terceiro medicamento foi introduzido. Após esse ajuste, o ex-presidente começou a apresentar melhora clínica consistente, com redução dos marcadores inflamatórios e alívio de sintomas como falta de ar. Ele permanece sob acompanhamento médico rigoroso, com uso contínuo de antibióticos e monitoramento constante.
Contexto jurídico e prisão domiciliar
Paralelamente à situação de saúde, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente, na segunda-feira (23), à transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar. O parecer, no entanto, não garante automaticamente a medida, pois a decisão final agora cabe ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Enquanto isso, em desenvolvimento relacionado, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres foi transferido para uma cela na Polícia Federal (PF) que anteriormente abrigou Bolsonaro durante sua prisão. A nova cela conta com infraestrutura básica, incluindo cama, banheiro privativo, mesa de trabalho, televisão, frigobar e ar-condicionado. Torres foi transferido na última quinta-feira (19) para negociar um possível acordo de delação premiada.
Perspectivas e acompanhamento
Apesar da melhora clínica, os médicos ressaltam que Bolsonaro continua sem previsão de alta hospitalar, exigindo tratamento contínuo para garantir a recuperação completa. A situação permanece sob observação cuidadosa, tanto do ponto de vista médico quanto jurídico, com desdobramentos que podem impactar diretamente seu futuro legal e de saúde.
A internação do ex-presidente tem atraído atenção nacional, destacando questões sobre saúde pública, processos judiciais e a interação entre cuidados médicos e decisões jurídicas em casos de alta relevância política.



