Polícia Civil de Minas indica 18 por esquema de R$ 1,16 mi contra Uberaba
18 indiciados por esquema de R$ 1,16 mi em Uberaba

Polícia Civil de Minas indica 18 pessoas por esquema criminoso em Uberaba

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu um inquérito e indiciou 18 pessoas por envolvimento em um esquema criminoso que lesou os cofres públicos do município de Uberaba. O prejuízo estimado para a administração municipal é de aproximadamente R$ 1,16 milhão, desviados de forma organizada entre os anos de 2023 e 2024.

Vereador e empresários entre os indiciados

Entre os nomes indiciados está o vereador Almir Pereira da Silva, filiado ao partido Republicanos, além de empresários e servidores públicos locais. O parlamentar, que atualmente ocupa o cargo de primeiro secretário da Câmara Municipal de Uberaba, foi eleito pela quarta vez em 2024, com 1.963 votos, e já exerceu a função de vice-prefeito da cidade em 2012.

A reportagem tentou contato com o vereador Almir Pereira da Silva, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. A Câmara Municipal de Uberaba, por sua vez, declarou que não irá se manifestar sobre o caso, alegando não ter conhecimento completo dos fatos e de todos os envolvidos.

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Mecanismos do esquema criminoso

Segundo as investigações, que tiveram início em junho de 2025, o esquema funcionava com um empresário financiando a campanha eleitoral do vereador Almir Pereira da Silva utilizando recursos de origem ilícita. Em contrapartida, assessores parlamentares eram nomeados para cargos públicos, mas não exerciam efetivamente as funções atribuídas.

A remuneração e os benefícios desses servidores, como vale-alimentação, eram repassados ao empresário investigado por meio de intermediários. Esse mecanismo permitiu o desvio contínuo de recursos, totalizando mais de R$ 1,16 milhão em prejuízos aos cofres municipais.

Operação policial e crimes apontados

As investigações foram conduzidas pelo 5º Departamento da Polícia Civil, com apoio do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), sediado em Uberaba. Em julho de 2025, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em oito endereços residenciais, resultando na apreensão de documentos financeiros, contábeis, fiscais, empresariais e dispositivos eletrônicos.

O inquérito, que conta com 13.544 páginas, descreve indícios de diversos crimes, incluindo:

  • Tráfico de influência
  • Organização criminosa
  • Corrupção ativa e passiva
  • Peculato
  • Violação de sigilo funcional
  • Lavagem de dinheiro

Todo o material coletado foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, nas esferas criminal e eleitoral, para análise aprofundada e adoção das medidas legais cabíveis. O caso segue sob acompanhamento das autoridades, que buscam responsabilizar todos os envolvidos no esquema que prejudicou significativamente a administração pública de Uberaba.

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