Trio é preso suspeito de golpe interestadual milionário contra servidores
Trio preso por golpe interestadual milionário contra servidores

Fraude no sistema E-GOV movimentou mais de R$ 1 milhão

Dois homens e uma mulher foram presos suspeitos de integrar um grupo criminoso responsável por um golpe milionário que vitimou pessoas em, pelo menos, cinco estados brasileiros. O trio foi capturado em flagrante em uma agência bancária localizada na Avenida Bezerra de Menezes, no bairro São Gerardo, em Fortaleza, no dia 27 de abril.

De acordo com informações da Polícia Civil, o grupo era investigado por fraudes no sistema E-GOV, por meio do qual acessavam documentos virtuais de terceiros – como identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), contracheque e comprovante de endereço – para abrir contas bancárias, realizar empréstimos consignados e solicitar cartões de crédito.

Identificação dos suspeitos

Os três presos foram identificados como Lucas Vitor Costa Fontenele, Amanda Rafaela Santos Coutinho e Rodrigo Matheus Muniz da Silva. Este último já responde por estelionato nos estados de Goiás e no Distrito Federal.

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Atuação focada em servidores públicos

A Polícia Civil informou que a atuação dos criminosos era focada principalmente em fraudes financeiras contra servidores públicos. A prisão dos três foi convertida em preventiva. O grupo fez vítimas em pelo menos cinco estados: Piauí, Ceará, Pernambuco, Brasília e Rio Grande do Sul. Ao todo, os suspeitos já subtraíram mais de R$ 1 milhão das vítimas, conforme apuração da Polícia Civil.

Materiais apreendidos

Com os presos, foram apreendidos cartões de crédito, documentos referentes à abertura de contas e diversos aparelhos celulares. Após a captura, o trio foi conduzido à Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), onde foi autuado em flagrante pelos crimes de furto, associação criminosa e falsidade ideológica. Em seguida, foram colocados à disposição da Justiça.

Integrante condenado anteriormente

A Polícia Civil informou ainda que, em janeiro deste ano, um homem de 43 anos foi condenado pelo crime de invasão de dispositivo informático. As investigações coordenadas pela DRF apontaram que o homem, identificado e preso durante uma ação da Polícia Federal, também integrava o grupo criminoso interestadual.

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