O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação do presidente da Escola de Samba Vila Mathias, Vinicius Rafael do Nascimento Mendes, conhecido como Vini Negão, a sete anos e nove meses de prisão. A decisão foi proferida na última quarta-feira (29) pelo desembargador Marco de Lorenzi, que negou recurso da defesa e confirmou a sentença da 5ª Vara Criminal de Santos.
Operação policial e apreensão de drogas
Vini Negão foi preso em maio de 2025 durante uma operação da 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Na sede da agremiação, em Santos, no litoral de São Paulo, os policiais encontraram 15 kg de cocaína, aproximadamente 1 kg de maconha, balanças, materiais para embalo das drogas e R$ 4,7 mil em dinheiro. Segundo a acusação, o presidente armazenava os entorpecentes para distribuí-los a pontos de tráfico.
Defesa alega nulidade de prova
A defesa de Vini recorreu ao TJ-SP argumentando nulidade da prova, pois o mandado de busca apresentava o número do imóvel incorreto. Os advogados pediram absolvição e redução das multas. No entanto, o desembargador Marco de Lorenzi rejeitou o pedido, afirmando que o erro no número não invalidava a busca, já que o endereço estava claramente identificado como sendo a escola de samba.
Decisão judicial e agravantes
O magistrado destacou que as provas eram robustas e confirmavam a ligação do réu com a escola. Além disso, Vini já havia sido investigado por tráfico de drogas em 2020. A pena foi agravada devido à grande quantidade e tipo de drogas apreendidas, além do fato de o crime ter ocorrido em uma entidade cultural. A sentença original, proferida em outubro de 2025, incluiu o pagamento de multas, que também foram mantidas.
Posicionamento da escola de samba
Na época dos fatos, o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Vila Mathias divulgou nota lamentando o ocorrido e afirmando que, em seus 17 anos de existência, nunca teve sua imagem associada a atos ilícitos. A agremiação declarou que colaboraria com a Justiça para esclarecer os fatos, ressaltando que não possuía responsabilidade sobre as investigações e que nada foi encontrado em posse do presidente ou dentro do barracão.
O g1 solicitou posicionamento à defesa de Vini, mas não obteve retorno até a última atualização.



