A Polícia Civil de Goiás concluiu a investigação sobre a morte da professora Antônia Tomaz Vieira, de 55 anos, ocorrida em março deste ano em Jataí, na região sudoeste do estado. Segundo o delegado Marlon Luz, o empresário Luziano Rosa Parreira, de 54 anos, ex-marido da vítima, planejou o feminicídio e cometeu suicídio em seguida. Uma carta de despedida foi encontrada no bolso dele no dia do crime.
Detalhes da investigação
O delegado informou ao g1 que a carta, datada de 17 de março, indicava premeditação. Nela, Luziano pedia desculpas pela decisão e dava orientações sobre o patrimônio. A polícia sugeriu o arquivamento do processo devido à morte do autor. Não houve participação de terceiros no crime.
Motivação do crime
A investigação apontou que Luziano não aceitava o fim do relacionamento, especialmente após o pedido de divórcio motivado por uma traição. Ele demonstrava sentimento de posse e fez diversas ligações para Antônia no dia do crime. No local, foi encontrado um ursinho de pelúcia, indicando tentativa de reconciliação.
Dinâmica do crime
Em 21 de março, Luziano foi até a casa da avó de Antônia e a chamou. Após uma breve conversa na calçada, ele disparou contra a professora, atingindo-a na cabeça e no tórax. Ela apresentava lesões nas mãos e braços, sugerindo que tentou se proteger. Em seguida, Luziano atirou contra a própria cabeça. O casal estava separado há cerca de 40 dias e morava em casas diferentes.
Perfil da vítima
Antônia Tomaz dedicou mais de 30 anos à educação, lecionando matemática na Escola Estadual Polivalente Dante Mosconi. Familiares e alunos a descrevem como mãe maravilhosa, professora exemplar, justa e paciente. Ela era mãe de quatro filhos e três netos. Dias antes do crime, participou do casamento de um dos filhos, mesmo com o coração partido. A nora Karolline Malaquias destacou que Antônia era honesta, íntegra, batalhadora e cheia de amor.
Repercussão
A morte causou comoção nas redes sociais. A escola onde lecionava e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) publicaram notas de pesar. A Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou para a Justiça, que deve arquivar o caso.



