O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (8) a transferência do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, para o 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Costa estava preso desde 16 de abril por envolvimento nas fraudes do Banco Master.
A decisão de Mendonça é vista como um sinal de que as negociações para um acordo de colaboração premiada podem estar avançando. O ex-presidente do BRB foi detido em seu apartamento no Noroeste, região nobre de Brasília, e inicialmente levado para a Superintendência da Polícia Federal. No mesmo dia, foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, também na capital federal.
Investigações e acusações
Paulo Henrique Costa é investigado por seu papel na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e na aquisição de carteiras oferecidas pelo banco de Daniel Vorcaro. Além disso, é alvo de apurações sobre operações em que o banqueiro e seus associados se tornaram acionistas do Banco de Brasília.
De acordo com o Ministério Público, Costa foi peça essencial para viabilizar a compra dessas carteiras. As investigações apontam que o executivo teria ocultado seis imóveis recebidos como propina, sendo quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões. Desse total, cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos, conforme os elementos reunidos até o momento da operação.
Defesa do ex-presidente
O advogado de Paulo Henrique Costa, Cléber Lopes, já se manifestou anteriormente afirmando que seu cliente não cometeu crime algum. Ele classificou a prisão realizada pela Polícia Federal como um exagero por parte da Justiça. Lopes disse que não mudará a estratégia de defesa e segue firme na convicção de que Paulo Henrique não cometeu crime algum.
A transferência para o batalhão da PM pode indicar uma mudança no regime de custódia, mas ainda não há confirmação oficial sobre a evolução das tratativas para um possível acordo de delação premiada.



