Operação da Polícia Federal combate comércio ilegal de cigarros eletrônicos em Natal
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 11 de setembro, uma operação de combate à distribuição e venda ilegal de cigarros eletrônicos na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. A ação, realizada em parceria com a Receita Federal, resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais onde havia indícios da comercialização desses produtos.
Dispositivos proibidos e apreensões
Os cigarros eletrônicos, também conhecidos como dispositivos eletrônicos para fumar, são proibidos no Brasil desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Geralmente, esses produtos entram no país por meio de contrabando, violando as normas sanitárias e fiscais. Além da proibição dos dispositivos, a legislação brasileira também veda a comercialização de produtos fumígenos aromatizados, que muitas vezes são associados a esses aparelhos.
Durante as buscas, os agentes apreenderam não apenas os cigarros eletrônicos, mas também acessórios eletrônicos e outros produtos importados que apresentavam indícios de irregularidade fiscal. Essas infrações podem caracterizar o crime de descaminho, que envolve a importação ou exportação de mercadorias sem o pagamento dos tributos devidos.
Procedimentos administrativos e apoio policial
A Polícia Federal informou que os produtos de origem ilícita serão submetidos aos procedimentos administrativos cabíveis. "As demais mercadorias poderão ter destinação conforme a legislação vigente, caso não haja a regularização tributária", afirmou a corporação em nota. Até o momento, a quantidade exata de material apreendido não foi divulgada pelas autoridades.
A operação, batizada de "Não POD", contou com o apoio fundamental da Polícia Civil e da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, demonstrando uma ação coordenada entre as forças de segurança estaduais e federais. Essa colaboração é essencial para combater redes de comércio ilegal que operam em múltiplas jurisdições.
Impacto na saúde pública e fiscalização
A proibição dos cigarros eletrônicos no Brasil visa proteger a saúde pública, uma vez que esses dispositivos podem conter substâncias nocivas e promover a dependência nicotínica, especialmente entre jovens. A operação em Natal reflete um esforço contínuo das autoridades para coibir a venda ilegal desses produtos, que muitas vezes são comercializados sem qualquer controle sanitário ou fiscal.
Além dos riscos à saúde, a comercialização ilegal de cigarros eletrônicos representa uma evasão fiscal significativa, prejudicando os cofres públicos e criando um mercado paralelo que compete deslealmente com os produtos legalizados. A Receita Federal tem intensificado a fiscalização em portos, aeroportos e pontos de venda para interceptar essas mercadorias.
A Polícia Federal reforça que operações como essa serão mantidas para garantir o cumprimento da lei e a segurança da população. Os estabelecimentos envolvidos podem responder a processos criminais e administrativos, com penas que incluem multas e até a interdição das atividades comerciais.



