Operação policial no Vidigal resulta na prisão de foragido do Tocantins em meio a tiroteio
A Coordenação de Recursos Especiais (Core) do Rio de Janeiro, em conjunto com a Polícia Civil do Tocantins, realizou uma operação nesta terça-feira (10) no Morro do Vidigal, localizado na Zona Sul da capital fluminense. A ação culminou na prisão de José Matheus Silveira Carneiro, conhecido pelo apelido de Galo Cego, um criminoso foragido de outro estado.
Detalhes da prisão e contexto criminal
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), Galo Cego é apontado como uma das principais lideranças criminosas do estado, sendo diretamente responsável por pelo menos 20 homicídios. Ele era o último procurado ainda foragido no contexto da onda de violência que assolou o Tocantins em 2023, especialmente na capital Palmas, onde uma série de assassinatos sem precedentes foi registrada.
A polícia afirma que os crimes estariam relacionados a conflitos entre facções criminosas, e Galo Cego também é suspeito em outros casos que ainda estão em fase de apuração. O mandado de prisão em seu nome aponta homicídio qualificado como uma das acusações.
Tiroteio intenso e reações locais
Durante a operação, houve um intenso tiroteio no Morro do Vidigal, que foi registrado por moradores da comunidade. A ação faz parte da quinta fase da Operação Gotham City, uma iniciativa mais ampla que, além da prisão de Galo Cego, também cumpriu cinco mandados de prisão em Palmas, reforçando o esforço conjunto entre as polícias do Rio de Janeiro e do Tocantins.
Até o momento, o g1 não conseguiu estabelecer contato com a defesa de José Matheus para obter comentários sobre o caso. O foragido está atualmente detido no sistema prisional do Rio de Janeiro, onde aguarda determinações judiciais sobre seu processo.
Histórico de violência no Tocantins
A onda de violência no Tocantins em 2023 marcou um período de turbulência, com a polícia vinculando os assassinatos a disputas criminosas. Anteriormente, Carlos Augusto da Silva Fraga, conhecido como Dad Charada, foi preso e identificado como um dos principais responsáveis pela série de mortes. No entanto, ele foi encontrado morto em um presídio de Araguaína pouco tempo após sua captura, adicionando mais complexidade ao cenário de segurança pública na região.
Esta operação no Vidigal destaca a colaboração inter estadual no combate ao crime organizado, demonstrando como forças policiais de diferentes unidades da federação podem unir esforços para capturar criminosos de alta periculosidade, mesmo quando estes se deslocam para outras localidades.



