A Polícia Civil de Presidente Prudente (SP) deflagrou, nesta quinta-feira (14), a Operação Frete Cego, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico interestadual de drogas em larga escala. De acordo com a corporação, mais de 3 toneladas de entorpecentes foram apreendidas ao longo da investigação.
A operação foi realizada pela 2ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Presidente Prudente, vinculada ao Deinter-8.
Segundo a polícia, o grupo utilizava plataformas legais de contratação de fretes para dissimular o transporte das drogas. Nesta quinta-feira, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca domiciliar. Os entorpecentes eram inseridos em meio a cargas aparentemente regulares, acompanhadas de notas fiscais falsas e mercadorias de fachada, como cortinas industriais e peças automotivas.
Contrato de fretes
As investigações revelaram que caminhoneiros e transportadoras eram contratados sem saber que estavam transportando drogas. Conforme a Polícia Civil, os motoristas recebiam documentação aparentemente regular e acreditavam realizar fretes legítimos. Com o avanço da investigação, os policiais identificaram que os responsáveis pela logística do esquema seriam integrantes de uma organização criminosa sediada em Dourados (MS).
Ainda segundo a corporação, o grupo mantinha uma estrutura organizada para armazenamento, carregamento, transporte e distribuição das drogas, utilizando barracão logístico, empilhadeiras, diversas linhas telefônicas e mecanismos de ocultação financeira e telemática.
Apreensões de drogas
Durante a apuração, a polícia relacionou diferentes apreensões ao mesmo núcleo criminoso. Em maio de 2025, foram apreendidos cerca de 1,5 tonelada de maconha. Já em agosto do mesmo ano, houve apreensão de aproximadamente 1,1 tonelada de drogas, entre maconha, haxixe e derivados. Em outra ação ligada à mesma investigação, a polícia apreendeu ainda cerca de 452 quilos de THC em Osasco (SP).
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise financeira da organização criminosa.



