A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de atuar como operador financeiro do Terceiro Comando Puro (TCP) na noite de domingo, 24, em um restaurante de alto padrão localizado em frente à Praia do Recreio, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, ele movimentou e lavou pelo menos 5 milhões de reais pertencentes à facção nos últimos meses.
Detalhes da prisão
A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP). Segundo a polícia, o suspeito utilizava as redes sociais para divulgar plataformas clandestinas de apostas e jogos de azar. Dessa forma, ele fazia o dinheiro do tráfico circular no ambiente digital e atraía mais usuários para os aplicativos e sites que promovia.
De acordo com a corporação, o homem seria próximo de integrantes da organização criminosa que atua na região do Complexo da Maré. O suspeito foi preso pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, contravenção penal relacionada a jogos de azar e induzimento à especulação.
Esquema de lavagem
Para a polícia, está claro que ele explorava a inexperiência e vulnerabilidade de seus seguidores para induzi-los a participar de apostas e realizar operações financeiras que oferecem alto risco de prejuízo. O esquema consistia em usar as plataformas de apostas como fachada para lavar o dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
Aparelhos eletrônicos foram apreendidos na ação, incluindo o celular do suspeito. A polícia quer aprofundar as investigações e identificar outros envolvidos no esquema criminoso por meio da análise dos dispositivos. A expectativa é que novos mandados de prisão sejam expedidos nos próximos dias.
O caso reforça a preocupação das autoridades com o uso de plataformas digitais para atividades ilícitas, especialmente no que tange à lavagem de dinheiro do crime organizado. A Polícia Civil do Rio de Janeiro segue investigando para desmantelar toda a rede de financiamento do TCP.



