Buscas por irmãos desaparecidos no MA entram em nova fase com foco em investigação policial
Buscas por crianças em Bacabal, MA, mudam para fase investigativa

Buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão mudam de estratégia após 20 dias de operações

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabal, no Maranhão, entraram em uma nova etapa. Após 20 dias de intensas operações que percorreram mais de 200 quilômetros em áreas de mata fechada e de difícil acesso, a força-tarefa agora adota uma abordagem mais focada na investigação policial.

Operações extensivas sem resultados concretos

Durante as três semanas de buscas, mais de mil pessoas, incluindo agentes das forças de segurança estadual e federal, além de voluntários, participaram das ações. As equipes realizaram varreduras por terra e por água, especialmente no rio Mearim, utilizando drones e equipamentos de sonar para mapear áreas submersas.

No entanto, apesar dos esforços, nenhum vestígio ou pista que indique o paradeiro das crianças foi encontrado. A mudança de estratégia ocorre justamente após a conclusão da varredura completa das áreas inicialmente mapeadas.

Nova fase com ênfase na investigação

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, anunciou que as buscas agora serão conduzidas de forma direcionada, com foco principal nas investigações da Polícia Civil. A força-tarefa mantém sua base no quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, local onde as crianças moravam e foram vistas pela última vez.

"Infelizmente nós não encontramos as crianças. Nós vamos fazer um redirecionamento para os trabalhos, dando enfoque às investigações da Polícia Civil e mantendo grupos especializados em atividades rurais para o rastreamento", afirmou o secretário.

Recursos tecnológicos e colaboração interinstitucional

O trabalho conta com atuação integrada da Polícia Civil do Maranhão, Exército Brasileiro e Marinha. A Secretaria de Segurança Pública acionou um sistema nacional de segurança que permite acesso a bancos de dados de outros estados, reforçando as investigações.

Além disso, foi implementado o protocolo Amber Alert, que utiliza a plataforma Meta para divulgar informações e fotos dos desaparecidos no Instagram e Facebook, com alcance de até 200 quilômetros da região.

Investigação em andamento e testemunho crucial

O inquérito policial já ultrapassa 200 páginas e é conduzido por uma comissão especial de segurança composta por três delegados. Um elemento importante do caso é o testemunho do primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, que foi encontrado após três dias desaparecido.

Com autorização da Justiça, o menino participou das buscas na terça-feira (20), indicando os últimos caminhos percorridos com os primos. Cães farejadores confirmaram a presença das crianças em uma cabana conhecida como "casa caída", localizada a cerca de 500 metros do rio Mearim.

Compromisso contínuo das autoridades

As autoridades mantêm o compromisso de continuar as buscas caso surjam novos indícios a partir da investigação. O capitão dos Portos, Ademar Augusto Simões Júnior, destacou que a Marinha do Brasil segue à disposição para colaborar com as operações, apesar de já ter esgotado as possibilidades de encontrar as crianças no trecho do rio Mearim que foi minuciosamente vasculhado.

A rede de proteção à infância continua acompanhando o menino de 8 anos, garantindo apoio psicológico e protegendo-o de qualquer exposição indevida, enquanto as investigações procuram respostas sobre o desaparecimento dos dois irmãos.