PRF apreende 175 kg de drogas em caminhão de sucata em Juiz de Fora
PRF apreende 175 kg de drogas em caminhão em Juiz de Fora

Uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de uma grande carga de entorpecentes escondida em um caminhão que transportava sucata. A ação ocorreu na manhã desta quinta-feira (15), no quilômetro 766 da BR-040, no Bairro Santa Cruz, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

Carga milionária escondida em meio a ferro-velho

Os policiais encontraram 71 quilos de pasta base de cocaína e 104 quilos de maconha, totalizando 175 quilos de drogas. Segundo a PRF, o valor estimado da mercadoria apreendida é de aproximadamente R$ 8,5 milhões. Os entorpecentes estavam ocultos na carroceria do veículo, misturados a uma carga de sucatas que dificultava a visualização e o acesso aos produtos.

Operação exigiu cães farejadores e guindastes

A descoberta não foi simples. No dia anterior à apreensão, os agentes já haviam tentado realizar uma inspeção no caminhão, mas não obtiveram sucesso. Foi necessário retornar na manhã do dia 15 com o reforço de cães farejadores treinados, que indicaram a presença das drogas.

Para retirar os entorpecentes, a operação precisou utilizar guindastes para remover todas as peças de sucata que cobriam a carga ilegal. A droga estava escondida no fundo da carroceria, sob o ferro-velho.

Motorista preso e destino da carga

O condutor do caminhão, um homem de 58 anos, natural do Mato Grosso, foi preso em flagrante delito. Durante o interrogatório, ele prestou informações contraditórias sobre a viagem e, posteriormente, optou por permanecer em silêncio.

De acordo com as investigações iniciais da PRF, a carga de drogas tinha como cidade de origem Cuiabá, no Mato Grosso, e seu destino final seria a cidade de Resende, no Rio de Janeiro. O motorista e toda a droga apreendida foram encaminhados para a sede da Polícia Federal, onde os procedimentos legais seguem em andamento.

Esta apreensão reforça o trabalho de repressão ao tráfico de drogas nas rodovias federais e demonstra os métodos cada vez mais elaborados usados pelos criminosos para tentar burlar a fiscalização, utilizando cargas comuns como fachada para o transporte de ilícitos.