Operação da PF desarticula tráfico de drogas da CV em oito cidades de quatro estados
PF desarticula tráfico da CV em oito cidades de quatro estados

Operação da Polícia Federal desmantela rede de tráfico ligada ao Comando Vermelho em múltiplos estados

Uma operação de grande porte da Polícia Federal (PF) realizada nesta quarta-feira (18) desarticulou uma significativa rede de tráfico de drogas com atuação em oito cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. Os investigados, vinculados à facção Comando Vermelho (CV) do Rio de Janeiro, atuavam como um "braço" da organização criminosa no interior paulista, com ramificações que se estendiam para outros estados brasileiros.

Estratégia criminosa: transformação da maconha em drogas mais potentes e lucrativas

Segundo informações da Polícia Militar, os criminosos transformavam a maconha em versões mais potentes, como haxixe e dry, para aumentar consideravelmente o valor de mercado. "Se você levar em consideração que eles traziam maconha e a beneficiavam aqui, transformando em haxixe e dry, que são drogas potencializadas com outros insumos, o THC especificamente, que leva o quilo da droga a R$ 50, 60 mil, isso é muito rentável", afirmou o coronel Cleotheos Sabino, comandante da Polícia Militar.

Essa estratégia permitia ao grupo aumentar os lucros de forma expressiva e, ao mesmo tempo, reduzir o volume transportado, numa tentativa clara de dificultar a fiscalização pelas autoridades. A operação revelou um esquema sofisticado que incluía não apenas a distribuição, mas também o processamento das drogas para maximizar o retorno financeiro.

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Mandados judiciais e bloqueios financeiros de grande magnitude

A Justiça autorizou um total de 35 mandados de busca e apreensão e 37 mandados de prisão temporária. Além disso, determinou o bloqueio de aproximadamente 150 contas bancárias, com valores que podem alcançar a impressionante cifra de R$ 70 milhões. As investigações apontaram ainda o uso de uma rede de mais de 20 empresas para movimentar o dinheiro proveniente do tráfico, incluindo uma loja de veículos localizada em Rio Claro, no interior de São Paulo.

Até o momento da última atualização, 24 pessoas já haviam sido presas. Durante o cumprimento dos mandados, ocorreram quatro prisões em flagrante por tráfico de drogas e duas por obstrução de justiça, após indivíduos destruírem seus celulares na tentativa de dificultar as investigações.

Origem das investigações e continuidade dos trabalhos policiais

A investigação teve início após a prisão de um suspeito em Araras (SP), que apontou ligações com o crime organizado do Rio de Janeiro. "A partir daí, esse material foi trazido às mãos da Polícia Federal, iniciou-se essa investigação e essas ramificações todas que foram levantadas e efetuadas nas prisões hoje, elas vêm dessa investigação", detalhou o coronel Sabino.

O delegado-chefe da PF em Campinas, André Ribeiro, destacou que as investigações continuam em andamento. "Esse material vai ser totalmente exaurido e o objetivo é continuar, verificar novos integrantes que, porventura, não tenham sido presos nesse momento e desarticular por completo o crime organizado aqui na região", afirmou Ribeiro, sinalizando que a operação pode resultar em novas ações policiais no futuro próximo.

O grupo criminoso atuava em múltiplas frentes, incluindo não apenas a venda e distribuição, mas também a participação direta no tráfico internacional de drogas e armas, conforme revelado pelas investigações. A operação representa um golpe significativo nas atividades do Comando Vermelho no interior do país, demonstrando a articulação inter estadual necessária para combater organizações criminosas de grande porte.

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