A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) anunciou nesta semana o encerramento das investigações sobre o homicídio de Iuri Vitor Luz de Lima, um jovem de 23 anos executado a tiros em Lagoa Formosa, no Alto Paranaíba. O crime, que chocou a cidade, aconteceu no dia 20 de setembro de 2025.
Quatro envolvidos são presos em operações diferentes
Os quatro homens acusados de participação no crime, incluindo mandantes e executores, já foram indiciados e presos. As operações para capturá-los ocorreram em momentos distintos. O último suspeito foi localizado pela polícia na quinta-feira, 15 de outubro, na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo.
Durante uma abordagem de rotina, os agentes constataram um mandado de prisão em aberto contra o homem pelo crime cometido em Minas Gerais. Ele foi imediatamente encaminhado ao sistema prisional e, assim como os outros três investigados, permanece à disposição da Justiça.
Dinâmica brutal do crime foi registrada em câmera
Segundo o relato da Polícia Militar, a tragédia se desenrolou na noite de sábado, 20 de setembro. Dois homens encapuzados invadiram a residência da vítima no Bairro Ginásio e a retiraram à força do imóvel.
Uma câmera de segurança instalada na Rua Crispim Braga registrou todo o momento em que Iuri foi levado pelos criminosos. Nas imagens, é possível ouvir os disparos de arma de fogo que culminaram na morte do jovem em plena via pública. Moradores que escutaram os tiros acionaram a PM, que encontrou o corpo no local.
Dívida de R$ 1.200 no tráfico teria motivado a execução
As investigações apontam que a motivação do homicídio está ligada ao tráfico de drogas. Iuri Vitor, que tinha passagens pela mesma prática, possuía uma dívida de R$ 1.200 com facções criminosas.
A mãe do jovem revelou à polícia que, na tentativa de ajudar o filho, havia feito um pagamento de R$ 200 via PIX dias antes do crime. A suspeita é que o restante da dívida, não quitado, tenha sido o estopim para a execução sumária.
Os dados dessa transação bancária foram cruciais para o trabalho dos investigadores. Ao fornecer as informações do PIX à Polícia Civil, a família permitiu que os agentes identificassem o primeiro suspeito diretamente ligado ao homicídio, desencadeando toda a corrente de investigações que levou às quatro prisões.
O caso, agora com a investigação concluída e todos os envolvidos atrás das grades, aguarda os próximos passos do Judiciário mineiro.