Mulher relata perseguição e agressão por mototaxista após desvio de rota em Maceió
Uma mulher registrou uma denúncia grave na terça-feira, dia 10, contra um mototaxista por aplicativo, acusando-o de perseguição, ameaça e agressão física. O incidente ocorreu durante uma viagem na Cidade Universitária, em Maceió, quando o motorista teria desviado do trajeto habitual, gerando pânico na passageira.
Detalhes do ocorrido e fuga desesperada
A passageira, identificada apenas como Lua Alves, explicou que sempre utiliza a mesma rota, mas naquele dia o mototaxista, chamado Wallace, optou por um caminho diferente. "Ele foi por trás do Conjunto Maceió I, em uma estradinha de barro, que só era mata", contou Lua. Ao questionar sobre a possibilidade de outro trajeto, o motorista teria sorrido e debochado da situação, seguindo para uma área isolada.
Com medo pela própria segurança, Lua tomou uma decisão drástica: pulou da moto enquanto o veículo estava em alta velocidade. "Foi instantâneo. Eu pulei da moto, bati a minha cabeça com tudo no chão. A sorte é que eu estava de capacete", relatou. Ela sofreu ferimentos nas costas e na cabeça, dificultando movimentos básicos após o ocorrido.
Perseguição e ameaças durante a fuga
Após pular, Lua iniciou uma fuga desesperada pela mata, perdendo as sandálias no processo. Segundo ela, o motorista teria jogado os calçados em sua direção durante a perseguição e proferido ameaças: "Eu vou lhe achar, viu?". A mulher descreveu o momento como aterrorizante: "Fui correndo, correndo, parecia que a mata não tinha fim".
Após conseguir sair da área isolada, Lua buscou socorro e encontrou um senhor que conserta geladeiras, que a auxiliou. Ela enfatizou que a rota tomada pelo mototaxista era totalmente diferente da sugerida pelo aplicativo e que não havia saída na mata, reforçando sua versão dos fatos.
Registro policial e investigações
Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil, mas até o momento não há confirmação sobre se o caso está sendo investigado. O g1 entrou em contato com a polícia, mas não obteve retorno. A assessoria da 99, empresa de aplicativo de transporte, também não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Lua finalizou seu relato destacando a gravidade da situação: "Todo mundo já tinha visto o que tinha acontecido, que foi um mal-entendido. Minha gente, ele entrou em uma mata que não tinha saída, não tinha para onde ir. Eu não sou louca". O caso levanta preocupações sobre a segurança no transporte por aplicativo em Maceió.
