Operação Coffee Break da PF investiga fraudes em licitações da Educação de Sumaré
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (12) a quarta fase da Operação Coffee Break, que investiga suspeitas de fraudes em licitações públicas na Secretaria de Educação de Sumaré, no interior de São Paulo. A ação, que já havia descoberto um esquema envolvendo servidores públicos e empresários, agora mira novos alvos e busca aprofundar as apurações sobre desvios de recursos.
Mandados cumpridos em cinco municípios paulistas
Os agentes federais cumpriram mandados judiciais em cinco cidades do estado de São Paulo:
- Itu
- Jundiaí
- Sumaré
- Campinas
- Americana
No total, foram executados 10 mandados de busca e apreensão, além de uma prisão preventiva e uma medida que determina o uso de tornozeleira eletrônica para a secretária de finanças de Itu, Monis Marcia Soares.
Perfil dos investigados e detalhes da operação
Monis Soares, formada em direito e com MBA em gestão empresarial, já ocupou cargos como secretária de governo, administração e chefe de gabinete do executivo municipal em Itu, conforme dados divulgados pela prefeitura. Ela é um dos principais alvos desta fase da operação.
Outro nome de destaque é José Aparecido Ribeiro Marin, ex-secretário municipal de Educação de Sumaré, que foi preso nesta quinta-feira. Ele já era alvo de mandado de prisão na primeira fase da operação, mas não havia sido localizado na época, escapando da captura até agora.
Foco nas licitações e possíveis crimes
De acordo com a PF, esta etapa da investigação concentra-se em licitações realizadas pela Secretaria de Educação de Sumaré entre 2021 e 2025. Os investigadores também analisam movimentações financeiras suspeitas, que podem indicar tentativas de ocultar valores desviados dos cofres públicos.
Os crimes apurados incluem:
- Corrupção
- Desvio de dinheiro público
- Fraude em licitações
- Lavagem de dinheiro
As penas somadas podem chegar a até 60 anos de prisão, dependendo do nível de envolvimento de cada investigado.
Origem do nome "Coffee Break"
O nome da operação faz referência à palavra "café", que, segundo as investigações, era utilizada pelos suspeitos como código para se referir a pagamentos de propina. A expressão "coffee break" (intervalo para café) teria sido escolhida para simbolizar essas transações ilícitas que ocorriam nos bastidores do poder.
A Polícia Federal reforça que as investigações continuam em andamento e que novas fases podem ser deflagradas conforme a coleta de provas e o desenrolar dos fatos. A operação Coffee Break já se tornou um marco no combate à corrupção em licitações públicas no interior paulista.
