Operação Stone prende organização criminosa com R$ 45 milhões movimentados em 2024
Operação Stone combate tráfico de drogas e apreende armas na Paraíba

Operação conjunta combate organização criminosa com mandados em duas estados

Uma ação integrada entre as Polícias Civil da Paraíba e do Rio Grande do Norte foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 4 de setembro, marcando um avanço significativo no combate ao crime organizado na região Nordeste. A Operação Stone resultou no cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão, visando desarticular uma rede criminosa profundamente enraizada no tráfico de drogas e em outros ilícitos.

Alcance da operação e alvos investigados

As diligências policiais se estenderam por múltiplas localidades, abrangendo as cidades paraibanas de Queimadas, Campina Grande, Esperança, Pedra Lavrada e a capital João Pessoa. No Rio Grande do Norte, a ação também atingiu a praia de Pipa, situada no município de Tibau do Sul, evidenciando a extensão geográfica das atividades do grupo.

De acordo com as investigações, que tiveram início em 2023, a organização criminosa seria liderada por um detento da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1, localizada em João Pessoa. Esse indivíduo, mesmo preso, mantinha suposto comando sobre operações de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e crimes patrimoniais, com foco especial nas regiões de Campina Grande e Queimadas, no Agreste paraibano.

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Recursos mobilizados e apreensões realizadas

Para executar a operação, cerca de 80 policiais civis foram mobilizados, demonstrando o esforço coordenado das forças de segurança. Além dos mandados de busca, a ação resultou em medidas financeiras rigorosas, com o bloqueio de contas bancárias pertencentes a 15 investigados. No campo material, as apreensões incluíram seis armas de fogo e um veículo, itens que supostamente eram utilizados nas atividades ilícitas.

Um episódio curioso ocorreu durante a operação, quando um mototaxista, acusado de ter movimentado aproximadamente R$ 1 milhão em transações suspeitas, tentou destruir seu celular no momento da abordagem policial, numa tentativa frustrada de eliminar evidências.

Volume financeiro e envolvimento de figuras públicas

Os dados investigativos revelam um volume financeiro impressionante: a organização criminosa teria movimentado, apenas no ano de 2024, mais de R$ 45 milhões, cifra que destaca a magnitude e a sofisticação das operações ilícitas.

Entre os alvos da operação, figuram indivíduos com vínculos a instituições públicas, incluindo uma funcionária da Prefeitura Municipal de Queimadas, que atua como comissionada no setor de transportes da administração local. Segundo as autoridades, ela seria esposa do preso líder da organização. Além disso, um policial militar e um advogado também foram alvo de mandados de busca, sendo investigados por suposta colaboração com o grupo criminoso.

A Polícia Militar da Paraíba e a Prefeitura Municipal de Queimadas foram contatadas para se pronunciar sobre o envolvimento de seus integrantes, mas não haviam respondido até o momento da publicação desta matéria, deixando questões em aberto sobre a extensão dessas conexões.

Impacto e continuidade das investigações

A Operação Stone representa um golpe significativo nas estruturas do crime organizado na região, com potencial para reduzir a violência e a criminalidade associada ao tráfico de drogas. As investigações continuam em andamento, com expectativa de novas descobertas e possíveis prisões à medida que mais evidências são coletadas e analisadas.

Este caso reforça a importância da cooperação inter estadual entre as polícias civis, destacando como ações conjuntas podem desmantelar redes criminosas que operam além das fronteiras municipais e estaduais, protegendo assim a segurança pública e a integridade das comunidades afetadas.

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