Operação 'Sem Contato' prende 14 pessoas por tráfico comandado de dentro de presídio
Operação 'Sem Contato' prende 14 por tráfico de presídio

Operação 'Sem Contato' desarticula organização criminosa que atuava no tráfico de drogas

A Polícia Federal (PF) realizou nesta terça-feira (31) a operação 'Sem Contato', que resultou na prisão de 14 pessoas e no cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão. A ação ocorreu nas cidades de Muriaé, Carangola e Espera Feliz, na Zona da Mata mineira, e também em Saquarema, no estado do Rio de Janeiro.

Investigação começou com celular apreendido em cela

De acordo com as informações divulgadas pela PF, a investigação teve início após a perícia em um celular apreendido na cela de um presídio. O aparelho indicava que um detento, investigado como chefe de um grupo criminoso, mantinha contato frequente com integrantes da organização fora do sistema prisional.

As apurações revelaram que a organização atuava de forma estruturada no tráfico de drogas, utilizando a comunicação ilegal para comandar as atividades criminosas mesmo de dentro da prisão.

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Força Integrada mobiliza 120 policiais em ação conjunta

A operação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG), que mobilizou aproximadamente 120 policiais para a execução dos mandados. Durante as buscas, foram apreendidos diversos itens, incluindo:

  • Celulares utilizados na comunicação criminosa
  • Veículos vinculados às atividades ilícitas
  • Entorpecentes de diferentes tipos

A ação demonstra a articulação entre forças policiais no combate ao crime organizado, especialmente em regiões onde facções criminosas têm avançado suas atividades.

Contexto de expansão do crime organizado no interior

A operação 'Sem Contato' ocorre em um momento em que facções criminosas têm expandido sua atuação para o interior do país, incluindo cidades da Zona da Mata mineira. Recentemente, outras ações policiais na região, como em Além Paraíba e Juiz de Fora, também resultaram em prisões e apreensões de armas e drogas.

Este caso específico chama atenção pelo uso de tecnologia dentro do sistema prisional para manter o comando de atividades criminosas, desafio constante para as autoridades responsáveis pela segurança pública.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam em andamento para identificar possíveis ramificações da organização e outros envolvidos no esquema de tráfico de drogas.

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