Operação Conluio Pantaneiro prende dez por tráfico e lavagem de R$ 54 milhões em MT
Operação prende dez por tráfico e lavagem de R$ 54 milhões em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso realizou nesta sexta-feira (20) uma grande operação que resultou na prisão preventiva de dez indivíduos, integrantes de uma facção criminosa que atua na região de fronteira do estado. A ação, batizada de Operação Conluio Pantaneiro, cumpriu um total de 62 ordens judiciais expedidas pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, visando desarticular uma organização investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com movimentação financeira estimada em impressionantes R$ 54 milhões.

Além das prisões: busca, apreensão e bloqueios

Além dos dez mandados de prisão executados, a operação envolveu o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão em diversos locais. As medidas judiciais também incluíram o bloqueio de valores e o sequestro de veículos vinculados ao grupo criminoso. As ações se estenderam por múltiplas cidades, sendo cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Poconé, Taubaté (no estado de São Paulo) e Cruzeiro do Oeste (no Paraná), demonstrando a abrangência interestadual das investigações.

Origem das investigações e estrutura do grupo

As investigações que culminaram na operação tiveram início em setembro de 2023, após a prisão de um homem de 42 anos na Estrada Transpantaneira, em Poconé. Ele foi flagrado pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron) transportando 461,2 quilos de cocaína. A partir desse episódio, as apurações, que duraram mais de dois anos, revelaram uma organização criminosa composta por pelo menos 20 pessoas e 12 empresas, estas últimas utilizadas para conferir aparência legal aos recursos ilícitos obtidos com o tráfico.

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Conforme apurado pelos investigadores, o chefe do grupo, residente em Cáceres, era o responsável por coordenar toda a operação criminosa. Suas atribuições iam desde o recebimento da droga na fronteira até o armazenamento, transporte para outros estados e a complexa lavagem de dinheiro, realizada por meio de terceiros e das empresas controladas pela facção.

Volume de drogas e esquema financeiro sofisticado

O grupo demonstrou uma capacidade operacional significativa. Entre os meses de junho e agosto de 2023, teria recebido ao menos seis carregamentos de drogas, totalizando aproximadamente 2,7 toneladas de pasta base de cocaína. Para ocultar os lucros desse comércio ilegal, a organização montou um esquema sofisticado de ocultação patrimonial, utilizando diversas contas bancárias e empresas interligadas para movimentar e disfarçar os valores ilícitos, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

Coordenação entre forças policiais

A investigação foi conduzida de forma conjunta e minuciosa pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A operação contou com o apoio fundamental de outras instituições, como a Receita Federal e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Além disso, a ação mobilizou equipes da Delegacia Regional de Cáceres, do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e das Polícias Civis dos estados de São Paulo e do Paraná, evidenciando uma cooperação interagências e interestadual para combater o crime organizado na região.

A delegada Bruna Laet, envolvida nas investigações, destacou a importância da Operação Conluio Pantaneiro para a desarticulação dessa poderosa facção criminosa que atuava na fronteira de Mato Grosso, reforçando o compromisso das forças de segurança em combater o tráfico de drogas e a lavagem de capitais no país.

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