Operação Intramuros do Gaeco mira organização criminosa em presídios de Santa Catarina
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quarta-feira (25), a segunda fase da Operação Intramuros, uma ação de grande envergadura contra suspeitos de controlarem atividades criminosas tanto dentro quanto fora dos presídios do estado de Santa Catarina. A operação resultou na expedição de 12 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, com execução em múltiplas cidades catarinenses.
Alcance geográfico e foco das investigações
As ações policiais estão sendo cumpridas em Lages, Chapecó, Florianópolis, Caçador, Videira e Curitibanos, abrangendo principalmente a região serrana do estado. Segundo informações do Ministério Público (MP), as investigações têm como objetivo principal desarticular as atividades de uma organização criminosa que atua de forma coordenada, utilizando celulares clandestinos dentro das unidades prisionais para comandar ilícitos externos.
As apurações começaram após um trabalho conjunto com a Inteligência da Polícia Penal, que identificou o uso de aparelhos de comunicação ilegais para a coordenação de crimes. A operação busca combater uma facção que, conforme as autoridades, exerce controle sobre diversas modalidades delituosas, aproveitando a estrutura carcerária para expandir sua influência.
Contexto e primeira fase da operação
A Operação Intramuros foi inicialmente deflagrada pelo Gaeco em 19 de novembro de 2025, marcando sua primeira fase com a finalidade de combater essa mesma facção criminosa. Na ocasião, também foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em diversos municípios de Santa Catarina, reforçando o caráter contínuo e estratégico das investigações.
Esta segunda fase representa um aprofundamento das ações, com foco em prender integrantes-chave e apreender provas materiais que possam elucidar a extensão das operações ilícitas. As autoridades destacam que a operação é parte de um esforço mais amplo para reforçar a segurança e a ordem no sistema prisional e em comunidades afetadas.
Impacto e próximos passos
A deflagração da operação nesta quarta-feira evidencia a persistência das atividades criminosas mesmo em ambientes controlados, como os presídios, e a necessidade de medidas enérgicas para seu combate. O Gaeco e o Ministério Público seguem monitorando a situação, com possibilidade de novas fases ou ações complementares conforme o desenvolvimento das investigações.
As prisões e buscas realizadas buscam não apenas prevenir novos crimes, mas também desmantelar redes de apoio que facilitam a continuidade das atividades ilegais. A operação serve como um alerta sobre os desafios enfrentados no sistema penitenciário e a importância da cooperação interinstitucional para enfrentá-los.



