Operação desmantela braço do CV especializado em explosões a caixas e roubos a mansões
Operação desmantela braço do CV de explosões a caixas e roubos

Operação policial mira facção criminosa especializada em crimes patrimoniais de alto impacto

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, uma operação de grande porte para desarticular uma organização criminosa vinculada ao Comando Vermelho (CV). O grupo é acusado de ser especializado em explosões de caixas eletrônicos e roubos a residências de alto padrão, atuando em um esquema interestadual que conecta o Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Mandados cumpridos e prisões efetuadas em ação coordenada

Foram cumpridos 16 mandados de prisão e 52 mandados de busca e apreensão nas duas unidades da federação. Até o momento da última atualização, sete indivíduos já haviam sido detidos pela força-tarefa. A operação mobilizou efetivos da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), demonstrando a complexidade e a abrangência das investigações.

Estrutura hierárquica e divisão clara de funções dentro da quadrilha

Segundo as investigações da Polícia Civil, a organização criminosa possuía uma estrutura hierarquizada com divisão clara de funções. O grupo contava com:

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  • Núcleo de liderança para comando das operações.
  • Braço técnico-operacional especializado no uso de maçarico industrial para as explosões.
  • Núcleo de inteligência responsável pelo levantamento prévio de alvos vulneráveis.
  • Setor logístico-financeiro encarregado da movimentação e ocultação dos valores ilícitos.

Lavagem de dinheiro e conexão com o tráfico de drogas

A corporação policial solicitou o bloqueio de aproximadamente R$ 30 milhões em recursos financeiros ligados à quadrilha. Esse montante tem sido movimentado há cinco anos em contas de pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de mascarar a origem ilícita do dinheiro. A lavagem de capitais ocorria, principalmente, em uma joalheria localizada em Niterói, que já é investigada por ocultar valores provenientes do tráfico de drogas no Complexo do Viradouro.

Essa conexão evidencia a ligação perigosa entre crimes patrimoniais sofisticados e o financiamento do tráfico armado, ampliando o impacto social das atividades criminosas. Além dos valores em contas, também foi solicitado o bloqueio de bens móveis, imóveis e veículos de luxo pertencentes aos investigados.

Modus operandi interestadual com apoio logístico do CV

Os criminosos baseados em Santa Catarina se deslocavam para o Rio de Janeiro para executar os assaltos, onde recebiam suporte logístico do Comando Vermelho. Esse apoio incluía:

  1. Veículos roubados para facilitar as fugas após os crimes.
  2. Maquinário e ferramentas especializadas utilizadas nas explosões dos caixas eletrônicos.
  3. Locais estratégicos para abrigo e esconderijo antes e após a prática das infrações.

A operação representa um golpe significativo nas finanças e na estrutura operacional desta facção criminosa, destacando os esforços contínuos das forças de segurança no combate ao crime organizado de alto padrão.

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