Mulher é presa em Cravinhos, SP, por suspeita de integrar quadrilha de assalto a bancos
Mulher presa em Cravinhos por suspeita de quadrilha de assalto a bancos

Uma mulher foi presa na cidade de Cravinhos, no interior de São Paulo, suspeita de participar de uma organização criminosa especializada em assaltos a bancos. A detenção ocorreu durante a Operação Volante, conduzida pela Polícia Civil em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual.

Desmantelamento de quadrilha em múltiplas cidades

A ação policial resultou no cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão em diversas localidades do estado. As diligências foram realizadas nas cidades de Ribeirão Preto, Cravinhos, São Paulo, Embu das Artes, Taboão da Serra e Jacareí.

Planejamento concreto frustrado em Cravinhos

Segundo o promotor de Justiça do Gaeco, Giulio Chieregatti Saraiva, as investigações revelaram um planejamento concreto para um assalto que seria executado em Cravinhos. "Esse assalto foi frustrado, não foi levado a efeito por conta da situação policial", afirmou o representante do Ministério Público.

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As autoridades ainda não determinaram a função específica da mulher presa na organização criminosa. Ela será interrogada para esclarecer seu papel dentro da estrutura do grupo.

Armamento pesado e estrutura organizada

As investigações apontaram que a quadrilha pretendia utilizar equipamentos de alto poder destrutivo em suas ações, incluindo:

  • Fuzis de calibre .50
  • Veículos blindados
  • Artefatos explosivos
  • Drones
  • Outros equipamentos táticos

De acordo com Jorge Amaro Cury Neto, diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 3 (Deinter), a organização operava com uma estrutura extremamente organizada:

"O modus operandi que essas quadrilhas agem, eles trabalham em núcleos. Tem o núcleo do arrebatamento, o núcleo financeiro, para pulverizar o dinheiro depois, para distribuir o dinheiro para não ser rastreado, quem faz o assalto, que a gente chama o arrebatamento, o assalto às agências, quem cuida do armamento pesado, quem cuida dos veículos de fuga. Então, realmente, é uma coisa estruturada, organizada."

Referência ao Novo Cangaço

A operação recebeu o nome de Volante, em referência às forças policiais móveis criadas no Nordeste brasileiro entre o final do século 19 e início do século 20 para combater os cangaceiros. A escolha do nome faz alusão à modalidade criminosa conhecida como "Novo Cangaço", que se caracteriza por assaltos a bancos com alto grau de planejamento e violência.

Ampla colaboração policial

A Operação Volante contou com a participação e apoio de diversas unidades especializadas das forças de segurança paulistas:

  1. Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic)
  2. Grupo de Operações Especiais (GOE)
  3. Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope)
  4. Polícia Militar, através do Comando de Operações Especiais (COE)
  5. 11º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep)
  6. 51º Batalhão de Polícia Militar do Interior

A ação conjunta demonstra a importância da coordenação entre diferentes órgãos de segurança pública para o combate eficaz ao crime organizado no estado de São Paulo.

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