MP-SP denuncia mais quatro suspeitos pelo assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz
MP-SP denuncia mais quatro por assassinato de ex-delegado-geral

Ministério Público paulista amplia denúncias em caso de assassinato de ex-delegado-geral

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) protocolou novas denúncias contra mais quatro indivíduos supostamente envolvidos no assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil paulista, Ruy Ferraz. As acusações foram formalizadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que ainda não divulgou os nomes dos suspeitos. Esta é a segunda denúncia relacionada ao caso, elevando o total de acusados para doze pessoas.

Crimes imputados e contexto do homicídio

Os quatro denunciados poderão responder por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, favorecimento pessoal e integração em organização criminosa armada, conforme detalhado pelo MP-SP. Ruy Ferraz, que atuou por mais de quatro décadas na Polícia Civil e comandou a corporação entre 2019 e 2022, foi alvo de uma ordem de morte emitida pelo alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC), em retaliação à sua atuação contra a facção.

As investigações apontam que o planejamento para o crime teve início em março do ano passado, envolvendo a subtração de veículos, aquisição de armamentos e definição de imóveis para apoio logístico na Baixada Santista. No dia do assassinato, os executores emboscaram a vítima quando ela deixava a Prefeitura de Praia Grande, efetuando dezenas de disparos com fuzis. Após a execução, os criminosos atearam fogo em um dos veículos utilizados e se dispersaram pela região.

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Técnicas investigativas e detalhes da operação criminosa

Em nota oficial, o MP-SP destacou que "foram empregadas técnicas avançadas de investigação que permitiram reconstruir a dinâmica do crime e vincular os denunciados à execução". O órgão acrescentou que o crime "foi praticado com emprego de armas de fogo de uso restrito, em emboscada, e resultou também em duas tentativas de homicídio contra transeuntes atingidos por disparos".

As apurações revelaram ainda que os suspeitos utilizaram veículos furtados, imóveis de apoio e aplicativos de transporte para viabilizar a ação criminosa. Um dos supostos envolvidos identificados "morreu no curso das investigações ao resistir à prisão", conforme informou o Ministério Público estadual. A primeira denúncia no caso havia sido oferecida em novembro de 2025, quando outros oito indivíduos foram formalmente acusados pelo mesmo crime.

O MP-SP continua a investigar possíveis conexões e desdobramentos do caso, que envolve uma complexa rede de organização criminosa. As autoridades reforçam o compromisso de elucidar todos os aspectos do assassinato, que chocou a corporação policial e a sociedade paulista.

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