Jiló dos Prazeres, chefão do tráfico do Rio, é morto em operação da Polícia Militar
Jiló dos Prazeres, chefão do tráfico, é morto em operação no RJ

Jiló dos Prazeres, chefão do tráfico do Rio, é morto em operação da Polícia Militar

Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, foi morto nesta quarta-feira (18) durante uma operação da Polícia Militar na região de Santa Teresa. Aos 55 anos, o líder do tráfico, que era um dos chefes mais antigos do Comando Vermelho, foi abatido em um confronto com os agentes.

Operação visa cumprir mandados de prisão

A ação policial foi realizada em comunidades da região central da capital fluminense com o objetivo de cumprir mandados de prisão contra assaltantes e traficantes de drogas. Jiló dos Prazeres comandava o crime no Morro dos Prazeres e respondia por uma série de acusações graves, incluindo homicídio, sequestro, cárcere privado e tráfico de entorpecentes.

Segundo informações do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ele acumulava 8 mandados de prisão em aberto e estava foragido da justiça. Com um histórico criminal extenso, Jiló tinha impressionantes 135 passagens pela polícia, com registros de envolvimento em crimes que remontam à década de 1990.

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Envolvimento em caso internacional

O criminoso era apontado como um dos envolvidos na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, ocorrida em dezembro de 2016. Bardella foi baleado na cabeça e morreu instantaneamente ao entrar no Morro dos Prazeres. Curiosamente, Jiló havia sido colocado em liberdade apenas 30 dias antes do crime contra o estrangeiro.

Investigadores revelaram que ele era o responsável pelo tráfico de drogas em vários pontos da região central do Rio de Janeiro. Em 2018, uma investigação específica o identificou como o chefe do comércio de entorpecentes em um casarão localizado na Rua do Lavradio, reforçando sua influência no cenário criminoso da cidade.

Perfil de um criminoso veterano

Jiló dos Prazeres era considerado uma figura central no crime organizado carioca, com uma trajetória marcada por violência e impunidade. Sua atuação no tráfico de drogas se estendia por décadas, consolidando seu poder dentro do Comando Vermelho e tornando-o um alvo prioritário para as forças de segurança.

A operação que resultou em sua morte representa um golpe significativo nas estruturas do tráfico na região, embora especialistas alertem para a necessidade de ações contínuas para desmantelar completamente as redes criminosas. A Polícia Militar segue em alerta, monitorando possíveis retaliações ou reorganizações no comando do tráfico após a eliminação de uma de suas lideranças mais experientes.

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