Polícia prende dois suspeitos por logística de 400 kg de cocaína apreendida no Amapá
Dois presos por logística de 400 kg de cocaína no Amapá

Operação Transbordo prende dois suspeitos por logística de maior apreensão de cocaína do Amapá

A Polícia Civil do Amapá, em uma ação conjunta com a polícia de São Paulo, prendeu dois homens nesta segunda-feira (23) na Operação Transbordo, que investiga a logística do tráfico de drogas pelos rios da Amazônia. A prisão é um desdobramento direto da maior apreensão de cocaína já registrada no estado: 400 quilos encontrados em junho de 2025, em uma área de mata no distrito de Abacate da Pedreira, em Macapá.

Detenções em Macapá e Santos revelam rede criminosa

Um dos suspeitos foi preso em Santos (SP), dentro de um estabelecimento comercial, enquanto o outro foi detido em Macapá. A polícia cumpriu mandados de busca em endereços ligados aos investigados e apreendeu celulares, que serão analisados para obter mais evidências. Um terceiro suspeito foi identificado durante as investigações, mas continua foragido, segundo as autoridades.

De acordo com a investigação, os dois presos atuavam especificamente na logística de transporte e armazenamento da cocaína, que seria enviada em navios pelos rios da Amazônia para o tráfico internacional. A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc) do Amapá, com apoio crucial da Polícia Civil de São Paulo, demonstrando a cooperação inter estadual no combate ao crime organizado.

Maior apreensão de drogas do estado: um golpe no crime organizado

A apreensão dos 400 quilos de cocaína, ocorrida em junho, foi considerada pela Polícia Civil como um "golpe no crime organizado". A carga, avaliada em aproximadamente R$ 170 milhões, seria destinada ao tráfico internacional, utilizando os rios da Amazônia como rota estratégica. O Amapá, devido à sua posição geográfica, tem sido um ponto chave para essa logística criminosa, com investigações indicando que o comércio de drogas financia facções criminosas atuantes no estado.

O delegado Leonardo Alves, titular da Denarc, explicou à época que as drogas foram apreendidas em uma área de difícil acesso no Abacate da Pedreira, exigindo cerca de três horas de viagem de barco até a residência onde o material estava escondido. "Chegaram uma série de informações soltas sobre embarcações, ponto de atracagem e mais ou menos o local que essa droga poderia estar. Nossa equipe foi a campo com vários pedaços de informações que tínhamos e outras novas e chegamos até essas drogas", afirmou Alves, destacando que a cocaína é aparentemente pura, aguardando confirmação pericial.

Coordenação e apoio em operação integrada

A ação coordenada pela Denarc contou com o apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Núcleo de Polícia Marítima (Nepom) da Polícia Federal, integrando-se ao programa "Amapá Mais Seguro". Além das drogas, na operação de junho também foram apreendidos uma embarcação e um motor gerador, com duas pessoas levadas à delegacia como testemunhas.

Os dois presos na Operação Transbordo foram levados para a delegacia e devem passar por audiência de custódia em breve. As investigações continuam para desmantelar completamente a rede envolvida no tráfico, com foco em identificar outros participantes e interceptar mais carregamentos.

Este caso reforça a importância das operações policiais integradas no combate ao tráfico de drogas na região amazônica, onde a geografia complexa exige estratégias específicas para enfrentar o crime organizado que se aproveita das rotas fluviais.