Uma delegada de polícia foi presa na manhã desta sexta-feira (16 de janeiro de 2026) em São Paulo, suspeita de manter vínculos com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação faz parte da Operação Serpens, deflagrada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).
Detalhes da Operação Policial
Além da prisão temporária da delegada, identificada como Layla Lima Ayub, a operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em endereços nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará. Um segundo mandado de prisão temporária também foi executado.
Segundo as investigações conduzidas pelo MPSP, a policial civil mantinha ligações pessoais e profissionais com integrantes do PCC. A acusação central é de que ela utilizava sua função pública de maneira irregular, atuando para beneficiar membros da facção durante audiências de custódia.
Forças Envolvidas nas Investigações
A operação foi realizada em conjunto por várias instituições. Além do Ministério Público paulista, participaram o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de São Paulo, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Estado e o Gaeco do Pará. A cooperação entre estados evidenciou o alcance interestadual das investigações.
Impacto e Próximos Passos
A prisão de uma agente da lei sob suspeita de colaborar com uma das maiores facções criminosas do país levanta sérias questões sobre a infiltração em instituições públicas. A delegada responderá às acusações perante a Justiça, e as investigações continuam para apurar a extensão total das atividades ilícitas.
Casos como este reforçam a importância da atuação de órgãos de controle interno e do Ministério Público na limpeza e no fortalecimento das instituições policiais. A operação representa um golpe na estrutura de apoio logístico e jurídico que o crime organizado busca dentro do estado.