Um estudo da Ativaweb DataLab sobre a presença do crime organizado na conversa pública brasileira identificou 189,2 milhões de menções em sete meses sobre facções, segurança pública, medo social, controle territorial e Estado paralelo. A pesquisa mostra que o tema passou a ocupar o centro da vida cotidiana, atravessando redes sociais, portais de notícia, grupos de conversa e debates políticos.
Resultado reflete medo e desconfiança
O resultado do levantamento reflete a sensação permanente de medo, abandono e desconfiança na capacidade do Estado de proteger a sociedade. Para o estudo, foram analisados dados públicos e auditáveis em plataformas como Facebook, Instagram, X, TikTok, YouTube e portais de notícia, com uso de Big Data, análise de sentimento e engenharia de interpretação algorítmica.
Estados com maior volume de menções
Entre os estados com maior volume de menções estão São Paulo, com 28,4 milhões, Rio de Janeiro, com 24,1 milhões, Minas Gerais, com 18,7 milhões, Bahia, com 14,2 milhões, Pernambuco, com 11,8 milhões, Ceará, com 9,3 milhões, e Paraíba, com 8,1 milhões. O estudo destaca ainda que a Paraíba entrou no top 7 nacional com crescimento de 312%, impulsionada pela repercussão do caso Cabedelo.
Nordeste lidera aceleração
O Nordeste aparece como a região de maior aceleração no debate, com crescimento de 38% no período analisado. “Quando a sociedade fala em Estado paralelo, ela não está apenas descrevendo o crime. Está denunciando a ausência do Estado”, afirma Alek Maracajá, fundador da Ativaweb DataLab.
Impacto político e eleitoral
A pesquisa reforça a percepção de que a segurança pública será uma das pautas centrais do debate político e eleitoral dos próximos meses. O estudo aponta que o crime organizado está cada vez mais presente nas discussões cotidianas, gerando um sentimento de urgência e exigindo respostas efetivas das autoridades.



