Chefe do Comando Vermelho condenada a 99 anos foge de presídio e continua à frente de facção
Chefe do CV condenada a 99 anos foge e comanda facção

Chefe do Comando Vermelho condenada a quase 100 anos foge de presídio e mantém comando de facção

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como "Angeliquinha", foi condenada a 99 anos e 11 meses de prisão em regime fechado pelos assassinatos de quatro trabalhadores em Mato Grosso. A sentença, proferida em março de 2025, reconheceu que os homicídios ocorreram em 2022 com motivação torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas, agravando substancialmente a pena aplicada.

Fuga da unidade prisional e alta periculosidade

Angélica cumpria pena no presídio feminino Ana Maria do Couto May, localizado em Cuiabá. Contudo, na madrugada do dia 17 de agosto de 2025, ela conseguiu evadir-se da unidade prisional acompanhada por outra detenta, Jéssica Leal da Silva, de 36 anos. Desde esse episódio, Angélica é oficialmente considerada foragida da Justiça e classificada pelas autoridades como indivíduo de alta periculosidade, representando grave risco à segurança pública.

Continuação das atividades criminosas e operação policial

Fora do sistema prisional, conforme apurações da polícia, Angélica manteve a liderança da organização criminosa Comando Vermelho atuante nos municípios de Alta Floresta e Nova Bandeirantes, na região norte de Mato Grosso. Ela operava em conjunto com familiares diretos, incluindo sua filha, seu genro e seu pai, que atuavam como operadores financeiros do grupo.

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Nesta quinta-feira, dia 5, a família foi presa durante a Operação Showdown, que investiga um extenso esquema envolvendo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos de azar. Angélica foi o único alvo não localizado pelas forças policiais durante a ação. As investigações revelaram que, em menos de dois anos, o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões provenientes de atividades ilícitas, valores completamente incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos.

Mecanismos de fachada e negócios ilegais

A filha de Angélica, Kauany Beatriz de Sá, apresentava-se publicamente como influenciadora digital, proprietária de uma loja de roupas e de um estúdio de sobrancelhas, além de promover jogos de azar on-line. O marido, Guilherme Laureth, exibia ostensivamente viagens luxuosas e bens de alto valor em suas redes sociais, sempre em fotografias ao lado da família. A polícia constatou que esses empreendimentos funcionavam como mecanismos de fachada para legitimar ganhos ilícitos.

Já o pai da chefe da facção, Paulo Felizardo de Sá, era responsável por gerenciar um garimpo irregular na região de Alta Floresta, além de um bar e um prostíbulo nas proximidades de Nova Bandeirantes, conforme detalhado pelas autoridades. A operação policial cumpriu mandados nessas localidades, desarticulando parte significativa da estrutura financeira do grupo criminoso.

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