Ex-jogador Viola, campeão mundial em 1994, é condenado por porte ilegal de arma
Viola, ex-jogador, condenado por porte ilegal de arma

Ex-atacante Viola é condenado por porte ilegal de arma de fogo em caso que remonta a 2012

O ex-atacante Paulo Sérgio Rosa, conhecido no mundo do futebol como Viola, foi condenado a 3 anos e 10 meses de prisão em regime aberto pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. A decisão judicial, proferida pelo juiz Gustavo Nardi, do Tribunal de Justiça de São Paulo, marca o desfecho de um processo que teve início há mais de uma década, em 2012, após uma denúncia apresentada por sua ex-esposa.

Detalhes do caso e episódio que levou à prisão temporária

O caso ganhou notoriedade quando, no ano de 2012, Viola se trancou em sua residência com o filho após perder a guarda da criança para a ex-mulher. A polícia foi acionada para intervir na situação e, ao adentrar o imóvel, encontrou uma espingarda, um revólver e diversas munições em posse do ex-jogador. Em decorrência desse incidente, Viola permaneceu preso por cinco dias, aguardando as investigações iniciais.

O juiz Gustavo Nardi acolheu a solicitação do Ministério Público, determinando a condenação com base nas evidências apresentadas. No entanto, em uma decisão que considerou aspectos atenuantes, a pena privativa de liberdade foi convertida em prestação de serviços comunitários pelo mesmo período estabelecido, a ser cumprida em uma entidade que será indicada pelo Juízo de Execuções.

Condenação e consequências legais para o ex-atleta

Além da prestação de serviços, Viola terá que arcar com uma multa equivalente ao valor do salário-mínimo vigente em 2012, ano em que o processo foi aberto. A defesa do ex-jogador ainda possui o direito de recorrer da decisão, o que pode alterar o curso final do caso. A conversão da pena reflete uma abordagem judicial que busca alternativas à prisão em certas circunstâncias, focando em medidas de reinserção social.

Viola, que hoje possui 57 anos de idade, é uma figura emblemática no futebol brasileiro, tendo integrado a seleção brasileira campeã do mundo em 1994. Sua carreira foi marcada por passagens por clubes de grande destaque, como Corinthians, Palmeiras, Santos e Vasco da Gama, além de experiências no futebol internacional, com atuações na Turquia e na Espanha.

Este caso serve como um lembrete das complexidades legais que podem envolver personalidades públicas, destacando a importância do cumprimento das leis mesmo para aqueles que alcançaram fama e sucesso em suas áreas de atuação. A história de Viola, agora marcada por este capítulo judicial, continua a evoluir, com possíveis recursos e o cumprimento das medidas determinadas pela justiça.