Vídeo revela ataque fatal a corretora por síndico em subsolo de prédio em Caldas Novas
Vídeo mostra ataque fatal a corretora por síndico em Caldas Novas

Vídeo revela momento em que corretora é atacada por síndico em subsolo de prédio

Um vídeo divulgado pela Polícia Civil na quinta-feira (19) registra o instante em que Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi atacada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira no subsolo de um prédio em Caldas Novas, Goiás. A amiga da vítima, Georgiana dos Passos Silva, afirmou que a corretora de imóveis não "percebeu qualquer maldade" ao encontrar o síndico no local. O síndico está preso pelo crime de assassinato.

Detalhes da gravação e desaparecimento

No vídeo, Daiane comenta: "olha quem eu encontrei aqui embaixo", indicando que acreditava ser apenas mais um corte de energia, como ocorrera anteriormente. Georgiana explicou que a gravação transmite a impressão de que a corretora imaginava uma situação comum, sem suspeitar do ataque. Após a filmagem, Daiane desapareceu por mais de 40 dias, e seu corpo foi encontrado em uma mata na região sul de Goiás. O síndico confessou o assassinato após ser preso.

Contexto do crime e investigações

Daiane trocou mensagens com Georgiana momentos antes de descer ao subsolo, onde os quadros de energia estavam localizados. Ela gravava vídeos em tempo real sobre a queda de energia, mas o vídeo do ataque não foi enviado, pois foi interrompido durante a agressão. O celular da vítima foi recuperado de uma caixa de esgoto do prédio, após o síndico indicar o local à polícia. O dispositivo ficou escondido por 41 dias.

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O delegado João Paulo Mendes detalhou que Cléber estava com luvas e com a capota de sua caminhonete aberta, posicionando o veículo próximo ao local do ataque. A perícia concluiu que Daiane foi morta com dois tiros na cabeça, provavelmente fora do prédio, usando uma pistola .380 semiautomática. Uma bala ficou alojada na cabeça, e a outra saiu pelo olho esquerdo.

Motivação e processos judiciais

Cléber e Daiane tinham um histórico de conflitos relacionados à administração de seis apartamentos da família da vítima, que antes era feita pelo síndico. Existem 12 processos judiciais envolvendo os dois. O Ministério Público de Goiás denunciou Cléber por perseguição, alegando que ele usou sua posição para vigiar Daiane através das câmeras do condomínio e submetê-la a constrangimentos.

Prisões e desfecho

Cléber e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos em 28 de janeiro. O filho foi suspeito de ajudar na ocultação de provas, mas a polícia descartou seu envolvimento direto no crime e ele será solto. A defesa de Cléber afirmou que ainda não analisou todos os documentos da investigação e se manifestará posteriormente. O corpo de Daiane foi sepultado em Uberlândia, Minas Gerais, onde familiares pediram justiça durante o cortejo.

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