TJ-SP mantém pena de 40 anos para padrasto que matou enteado com insulina em Ribeirão Preto
TJ-SP mantém 40 anos para padrasto que matou criança com insulina

Tribunal de Justiça de São Paulo mantém condenação de 40 anos de prisão para padrasto

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou um recurso apresentado pela defesa de Guilherme Longo, mantendo a pena de 40 anos de prisão em regime fechado. Longo foi condenado pelo homicídio qualificado de seu enteado, Joaquim Ponte Marques, que tinha apenas 3 anos de idade, em um caso ocorrido em Ribeirão Preto (SP).

Detalhes do crime e do julgamento

O crime aconteceu em novembro de 2013, quando Joaquim desapareceu da casa onde morava. Cinco dias depois, seu corpo foi encontrado sem vida nas águas do Rio Pardo, em Barretos (SP). Segundo as acusações do Ministério Público, Guilherme Longo aplicou 166 doses de insulina na criança, que era diabética, e depois jogou o corpo em um córrego próximo à residência da família.

O julgamento ocorreu apenas em outubro de 2023, dez anos após o crime, e durou seis dias, com cinco deles dedicados aos depoimentos. Longo foi considerado culpado por homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e meio cruel.

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Recurso negado e próximos passos

No recurso apresentado ao TJ-SP, a defesa de Longo alegou que o Ministério Público não apresentou provas suficientes contra ele e pediu a absolvição ou a redução da pena. No entanto, por unanimidade, o tribunal entendeu que não houve falhas técnicas por parte do júri, rejeitando o pedido.

Com essa nova decisão, a defesa informou que vai recorrer a instâncias superiores na tentativa de reduzir a pena. Guilherme Longo já está preso desde 2018, quando foi capturado pela Polícia Internacional (Interpol) na Espanha e extraditado para o Brasil, após uma reportagem investigativa do programa Fantástico, da TV Globo.

Contexto familiar e absolvição da mãe

A mãe de Joaquim, Natália Ponte Marques, também foi processada no caso, acusada de omissão por não impedir o convívio do filho com o ex-companheiro, mesmo sabendo que ele era usuário de drogas e tinha comportamento violento. No entanto, ela foi absolvida de todas as acusações e respondeu em liberdade durante o processo.

Este caso chocou a região de Ribeirão Preto e continua a gerar repercussão na justiça brasileira, com a defesa buscando novas alternativas legais para alterar a sentença.

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