Suzane von Richthofen é acusada de retirar bens do tio morto sem autorização judicial
Suzane von Richthofen acusada de retirar bens do tio sem autorização

Suzane von Richthofen é acusada de retirar bens do tio morto sem autorização judicial

A empresária Carmem Silvia Gonzalez Magnani, de 69 anos, registrou um boletim de ocorrência acusando Suzane von Richthofen, de 42 anos, de retirar sem autorização judicial um carro, uma máquina de lavar, um sofá e uma cadeira da residência do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, seu tio. A polícia investiga se a casa, localizada no bairro Campo Belo, na Zona Sul de São Paulo, foi invadida e furtada.

Contexto da disputa familiar

Miguel Netto, de 76 anos, foi encontrado morto dentro de sua residência no dia 9 de janeiro deste ano. Ele era primo de Carmem, que busca na Justiça o reconhecimento e a dissolução de uma união estável com ele, e tio de Suzane, conhecida por ter mandado matar os pais em 2002. O médico não deixou testamento sobre a partilha de seus bens, segundo informações policiais.

O registro policial foi feito eletronicamente na última terça-feira, 3 de setembro. O documento não acusa Suzane diretamente por furto, mas informa que ela ficou com bens do tio sem autorização. A equipe de reportagem tentou contato com Carmem e Suzane para comentarem o assunto, mas os advogados delas não foram localizados.

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Investigações policiais em andamento

A morte de Miguel Netto é investigada como suspeita pela Polícia Civil. O 27º Distrito Policial, no Campo Belo, aguarda os resultados dos exames periciais para determinar a causa da morte. De acordo com peritos da Polícia Técnico-Científica, uma das hipóteses é que o médico tenha sofrido uma morte natural após um infarto.

A Polícia Militar informou que atendeu um chamado para o local no dia 20 de janeiro, quando constatou que o imóvel foi invadido. Além dos bens mencionados no boletim, documentos e dinheiro também teriam sido levados.

Disputa pelo espólio e questões legais

A disputa entre Carmem e Suzane pelo espólio do patrimônio do tio começou logo após a morte dele. Carmem conseguiu autorização da polícia para liberar o corpo de Miguel e cuidar do sepultamento em uma cidade do interior paulista. Suzane também foi à delegacia com o mesmo intuito, mas não foi autorizada por ter chegado depois.

O boletim de ocorrência menciona que Suzane admitiu expressamente, em ação judicial pelo inventário da herança, ter subtraído e estar na posse dos bens do espólio sem autorização judicial. As advogadas de Carmem divulgaram nota informando que até as fechaduras do imóvel foram trocadas.

Pelo direito sucessório, sobrinhos têm direito à herança do tio. Nesse caso, Suzane e seu irmão, Andreas von Richthofen, de 38 anos, teriam que entrar na Justiça para pleitear isso. Miguel foi tutor de Andreas após os assassinatos dos pais dele em 2002, administrando seus bens até a maioridade.

Histórico do caso Richthofen

Suzane von Richthofen ficou conhecida nacionalmente por mandar matar os pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, com a ajuda do então namorado Daniel Cravinhos e do irmão dele, Cristian. O motivo seria a oposição dos pais ao namoro e o interesse na herança. Em 2006, os três foram condenados: Suzane e Daniel a 39 anos de prisão, e Cristian a 38 anos.

Em 2015, a Justiça de São Paulo oficializou a exclusão de Suzane de herdar o patrimônio dos pais, que foi destinado integralmente a Andreas. Suzane deixou a prisão em 2023, mudou seu nome para Suzane Louise Magnani Muniz após se casar, e hoje vive em Bragança Paulista com o marido e um filho.

O médico Miguel Netto, segundo relatos, negava ter namorado Carmem e queria distância de Suzane devido ao seu envolvimento na morte da irmã e do cunhado. A situação evidencia uma complexa trama familiar com implicações legais e emocionais, enquanto a polícia continua suas investigações sobre a morte e o possível furto.

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