Suzane Richthofen assume controle de patrimônio milionário após furto na casa do tio
A Polícia Civil de São Paulo ouviu nesta terça-feira (10) a prima do tio de Suzane von Richthofen, condenada por mandar matar os pais em 2002, sobre um furto ocorrido na residência dele na capital paulista. O crime aconteceu após a morte de Miguel Abdalla Netto, em 9 de janeiro deste ano, e envolve uma lista de 34 itens valiosos, incluindo objetos peculiares como uma coleção de bonecas Barbie raras e uma réplica de quadro do artista espanhol Joan Miró.
Detalhes do furto e investigação policial
O médico Miguel Netto era primo da empresária Carmem Silvia Gonzales Magnani, que prestou depoimento como testemunha por cerca de duas horas no 27º Distrito Policial (DP) do Campo Belo. Ela relatou ter conhecimento do desaparecimento de diversos bens do parente, mas, segundo o delegado titular Eduardo Luís Ferreira, não indicou suspeitos pelo crime durante a audiência.
"Para a polícia, Carmem não trouxe nenhuma informação que aponte ou indique algum suspeito de ter cometido ou participado do crime de furto", afirmou o delegado ao g1. A relação dos itens, entregue por Carmem e suas advogadas na delegacia, inclui ainda:
- Brinquedos importados e máquina de lavar roupa
- Dois capacetes de equitação e coleção de discos em vinil e CDs
- Sofá de madeira, poltrona, mesas de mármore e garrafas de bebidas
A polícia não confirmou se todos esses objetos foram efetivamente furtados. As investigações se concentram em um homem flagrado em imagens de câmeras de segurança pulando o muro da casa após a morte de Miguel. O indivíduo aparece abrindo o portão e carregando uma cama e uma escada para duas vans, com a polícia buscando identificar três pessoas envolvidas e se foram contratadas por alguém.
Disputa judicial pela herança de R$ 5 milhões
Carmem e Suzane estão em uma disputa judicial pela herança de aproximadamente R$ 5 milhões deixada por Miguel, que foi encontrado morto sozinho em sua casa na Zona Sul de São Paulo. A principal hipótese policial é morte por infarto, aguardando laudos periciais para confirmação.
Nesta semana, a Justiça nomeou Suzane como inventariante do espólio, responsável por administrar e preservar os bens até a partilha definitiva. A decisão judicial determina que ela não pode vender, transferir ou usufruir dos imóveis, contas bancárias, carro e demais itens, devendo prestar contas à Justiça sobre qualquer gestão.
A juíza responsável pelo inventário destacou que Carmem, que busca o reconhecimento de união estável com Miguel em ação paralela, ainda não comprovou a relação, enquanto os sobrinhos têm prioridade na ordem sucessória. O único outro sobrinho vivo, Andreas von Richthofen, não se habilitou no caso.
Contexto do caso Richthofen e desdobramentos atuais
Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais em 2002, crime cometido com a ajuda do então namorado Daniel Cravinhos e seu irmão Cristian. Ela deixou a prisão em 2023, vive atualmente em Bragança Paulista e adotou o nome Suzane Louise Magnani Muniz após se casar.
Antes de depor, Carmem havia registrado dois boletins de ocorrência: um para denunciar o furto à residência de Miguel e outro para acusar Suzane de levar itens sem autorização, incluindo o carro do médico. No entanto, a polícia entende que o automóvel não foi furtado, pois Suzane informou no processo judicial que ficou com o veículo após saber do furto, o que não caracterizaria crime.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a delegacia continua com diligências para identificar o autor do furto, enquanto a defesa de Carmem anunciou que vai recorrer da decisão que colocou Suzane como única inventariante.



