Suzane von Richthofen retira carro de tio e solda casa após furto em disputa milionária
Suzane retira carro de tio e solda casa após furto em herança

Suzane von Richthofen age após furto em casa do tio em meio a disputa por herança milionária

Suzane von Richthofen, condenada por mandar matar os pais em 2002, comunicou formalmente à Justiça de São Paulo sobre medidas emergenciais tomadas na residência de seu tio materno, o médico Miguel Abdalla Netto. Segundo documentos processuais, ela retirou o carro Subaru do médico e determinou a soldagem do portão e da porta da casa após o local ter sido invadido e furtado.

Furto registrado em câmeras e investigação policial em andamento

O médico Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, foi encontrado sem vida dentro de sua residência na Bela Vista, Zona Sul da capital paulista, no dia 9 de janeiro. A causa da morte ainda aguarda confirmação dos exames periciais, mas a polícia suspeita de infarto. Em 18 de janeiro, câmeras de monitoramento capturaram imagens de um homem não identificado pulando o muro da propriedade, abrindo o portão e removendo diversos objetos com a ajuda de um motorista em uma van.

A Polícia Civil analisa as gravações para tentar identificar o autor do furto, investigado pelo 27º Distrito Policial no Campo Belo. Entre os itens que estariam dentro do imóvel, conforme lista acessada pela reportagem, estão uma coleção de bonecas Barbie raras e uma réplica de quadro do artista espanhol Joan Miró, mas não há confirmação oficial sobre o que foi efetivamente subtraído.

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Medidas justificadas como proteção ao patrimônio

Advogados de Suzane von Richthofen, que atualmente usa o nome Suzane Louise Magnani Muniz após seu casamento, apresentaram à Justiça argumentos defendendo as ações de sua cliente. Eles afirmam que Suzane, acompanhada de um primo de Miguel, tomou as providências para evitar novas invasões e furtos, caracterizando-as como medidas emergenciais necessárias para preservar os bens do falecido.

A mulher de 42 anos, que vive em Bragança Paulista, informou que o veículo Subaru está guardado em local seguro, sem uso, e permanece à disposição das autoridades judiciais. Investigadores policiais entendem que a retirada do automóvel não configura crime, pois Suzane agiu antes de ser oficialmente nomeada inventariante da herança.

Disputa judicial acirrada pela herança de R$ 5 milhões

A empresária Carmem Silvia Gonzales Magnani, prima de 69 anos do médico falecido, registrou dois boletins de ocorrência: um pelo furto na residência e outro acusando Suzane de retirar objetos sem autorização judicial, incluindo o carro. Entretanto, em depoimento à polícia, Carmem não apontou suspeitos específicos pelo crime de furto.

Como Miguel Abdalla Netto era solteiro, não tinha filhos e não deixou testamento, a legislação sucessória determina que a herança de aproximadamente R$ 5 milhões seja dividida entre seus sobrinhos. Carmem não conseguiu comprovar judicialmente a união estável que afirma ter tido com o médico, o que a exclui da linha sucessória direta.

Posteriormente à retirada do veículo, Suzane foi oficialmente nomeada como inventariante única responsável por administrar os bens do tio até a definição final da partilha. Durante esse período, ela está proibida de transferir, usar ou vender qualquer item do patrimônio, devendo apenas zelar por sua preservação.

Contexto histórico do caso Richthofen

Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato de seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen, ocorrido em 2002 no Campo Belo. O crime foi executado pelo então namorado Daniel Cravinhos e seu irmão Cristian, que também foram condenados. Suzane deixou o sistema prisional em 2023 após cumprir parte da pena.

Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, ainda não se manifestou no processo de inventário. Advogados envolvidos no caso mantêm posturas reservadas: a defesa de Carmem anunciou que recorrerá da decisão que colocou Suzane como única inventariante, enquanto os advogados de Suzane não foram localizados para comentários adicionais.

A disputa judicial pela herança milionária continua em andamento, com a Justiça paulista responsável por definir a partilha definitiva dos bens deixados pelo médico Miguel Abdalla Netto.

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