Polícia prende suspeito por assassinato de Dante Michelini e afirma que crime foi por vingança
Suspeito preso por morte de Dante Michelini; crime foi vingança

Polícia prende suspeito por assassinato de Dante Michelini e afirma que crime foi por vingança

A Polícia Civil do Espírito Santo anunciou a prisão de um suspeito pelo assassinato de Dante de Brito Michelini, conhecido como Dantinho, encontrado decapitado e carbonizado em um sítio em Guarapari no dia 3 de fevereiro. O delegado-geral José Darcy Arruda declarou que o caso foi solucionado com a detenção realizada nesta quarta-feira (11).

Detalhes da prisão e motivação do crime

O homem preso, identificado como Willian Santos Manzoli, natural da Bahia, estava morando em Guarapari desde o final de dezembro de 2025. Ele já havia sido detido anteriormente, em 28 de janeiro, por descumprimento de medida protetiva ainda na Bahia. Segundo o delegado Franco Malini, chefe da Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa de Guarapari, a motivação do crime foi vingança.

O suspeito dormia em uma parte da chácara sem autorização da vítima, que o descobriu e o expulsou. Após ser removido do local, o homem retornou pela mata e atacou Dantinho. A polícia acredita que o crime ocorreu entre 19 e 20 de janeiro, com o fogo que queimou a casa sendo avistado no dia 20.

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Dinâmica do assassinato e descoberta da cabeça

Nesta quarta-feira, o suspeito foi levado ao local do crime para reconstituir os fatos e indicar onde havia descartado a cabeça da vítima, que estava desaparecida. A cabeça de Dante Michelini foi localizada em uma região de maré no bairro Parque da Areia Preta, área central de Guarapari, após buscas intensivas com cães farejadores da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros.

No sítio, o homem relatou ter utilizado um alicate para cortar a cerca, uma machadinha e uma faca com soco-inglês, estas últimas encontradas no próprio local. A polícia recuperou a machadinha, mas a faca e o alicate ainda não foram achados, tendo sido jogados no mesmo canal onde a cabeça foi encontrada.

O delegado Fabrício Dutra, chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), destacou que a vítima sofreu muito, com a cabeça sendo cortada enquanto ainda estava viva, em um ato com requintes de crueldade. O corpo de Dantinho permanece no Instituto Médico Legal (IML) para possíveis coletas de material genético, sem previsão de liberação para a família, que deseja realizar uma cremação.

Contexto histórico: o caso Araceli

Dante Michelini foi um dos acusados, e posteriormente absolvido pela Justiça, no emblemático caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, ocorrido em 1973. Araceli, de 8 anos, foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada em Vitória, em um crime que nunca teve responsáveis punidos devido à falta de provas após anos de processos.

A polícia enfatizou que o assassinato de Michelini não tem relação com o caso Araceli, sendo motivado exclusivamente por vingança pessoal. Dante era membro de uma das famílias mais tradicionais do Espírito Santo, com seu avô dando nome a uma das principais avenidas de Vitória.

Investigações e próximos passos

As investigações continuam para verificar se o suspeito cometeu outros crimes na Bahia. A polícia está analisando a rotina da vítima e ouvindo familiares e contatos recentes para entender melhor as circunstâncias do crime. O caso reforça a importância da atuação policial em crimes violentos e a complexidade das motivações por trás de tais atos.

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