Polícia Civil desvenda crime brutal com suspeito que era vizinho da vítima
A Polícia Civil de Santa Catarina está investigando o desaparecimento e morte da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, que residia sozinha em um condomínio na Praia do Santinho, no Norte da Ilha de Florianópolis. O caso tomou um rumo surpreendente quando as investigações revelaram que o principal suspeito, Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, era vizinho de porta da vítima.
Detenção no Rio Grande do Sul e conexão com crime em São Paulo
Matheus foi preso juntamente com sua namorada no Rio Grande do Sul, conforme confirmou o delegado Anselmo Cruz na última sexta-feira (13). Além de ser suspeito do homicídio da corretora, o indivíduo já era procurado pela polícia paulista por um latrocínio ocorrido em 2022 na cidade de Laranjal Paulista, onde teria assassinado o comerciante João Batista Vieira, de 65 anos.
"Para a nossa surpresa, tanto o adolescente quanto o indivíduo, esse homem de 27 anos de idade, eram vizinhos de porta da vítima Luciani, um apartamento ali poucos metros de distância", declarou o delegado durante coletiva de imprensa. O adolescente mencionado é o irmão de 14 anos de Matheus, que também está envolvido nas investigações.
Corpo encontrado esquartejado e uso fraudulento do CPF
Luciani estava desaparecida desde pelo menos 5 de março, e sua família registrou um boletim de ocorrência no dia 9. Parte de seu corpo foi encontrada em um córrego na cidade de Major Gercino, no interior de Santa Catarina, na quarta-feira (11). A investigação avançou quando a polícia identificou compras online realizadas com o CPF da vítima após seu desaparecimento.
Entre os itens adquiridos fraudulentamente estavam uma televisão, um controle de videogame e um conjunto de arco e flechas. O monitoramento dessas transações levou os agentes até o adolescente de 14 anos, que foi flagrado retirando as mercadorias. Em seu depoimento, o jovem afirmou que os produtos seriam destinados ao irmão Matheus.
Outras prisões e detalhes do residencial
Antes da captura de Matheus, a polícia já havia detido Ângela Maria Moro, de 47 anos, por receptação, após ela ser encontrada com pertences de Luciani. Ângela, que se apresentava como responsável pelo residencial onde a vítima e os suspeitos moravam, negou qualquer participação no crime. O carro de Luciani, um modelo HB20, também foi localizado na pousada administrada por ela.
O termo de audiência de custódia obtido pela NSC TV menciona ainda a mãe dos dois irmãos suspeitos, mas as autoridades esclareceram que ela não é considerada suspeita no momento e não revelaram se foi detida.
Ligação com crime anterior em São Paulo
No caso do latrocínio em Laranjal Paulista, Matheus é acusado de assassinar João Batista Vieira, ex-patrão quando trabalhava como segurança em uma padaria. Câmeras de segurança registraram o crime durante a madrugada, e a identificação foi possível através de testemunhas e imagens. A blusa utilizada pelo suspeito no dia do crime foi encontrada em um rio da cidade, e a polícia acredita que a arma também possa estar no local.
A investigação continua para esclarecer todos os detalhes deste caso complexo que envolve crimes em dois estados brasileiros e chocou a comunidade de Florianópolis.



