Suspeito de lavagem de dinheiro no caso Master é preso pela PM em São Paulo
Suspeito de lavagem no caso Master preso em São Paulo

Suspeito de lavagem de dinheiro no caso Master é preso pela PM em São Paulo

Um dos indivíduos investigados por envolvimento na fraude do Banco Master foi detido na noite de quinta-feira, 26 de março de 2026, na cidade de São Paulo. Edmilson Souza de Oliveira, de 50 anos, foi localizado pela Polícia Militar em um apartamento situado na Rua Doutor Luiz Migliano, localizada na zona oeste da capital paulista.

Ele é alvo de investigações por supostamente cometer crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e delitos contra o sistema financeiro nacional. A prisão foi efetuada por policiais do Comando Força Patrulha do 16º Batalhão da PM de São Paulo, que posteriormente o conduziram às instalações da Polícia Federal para procedimentos legais.

Ordem judicial e fuga

A ordem de prisão de Oliveira foi emitida pela 5ª Vara Federal de Santos no dia 12 de março, mas ele conseguiu evadir-se da Justiça, permanecendo foragido por quinze dias. Setores de inteligência policial foram fundamentais para descobrir sua localização exata, permitindo a captura.

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Embora não faça parte do núcleo central da fraude do Master, Oliveira é suspeito de atuar na lavagem de dinheiro para operações ilícitas conduzidas pelo banco. Com sua detenção, ele deverá responder às investigações enquanto permanece atrás das grades, uma vez que sua prisão é de natureza preventiva.

Contexto do caso Master

O caso Master é reconhecido como uma das maiores fraudes bancárias na história do Brasil. Seu proprietário, o banqueiro Daniel Vorcaro, é acusado de comercializar títulos podres, que são caracterizados pela falta de liquidez. Vorcaro foi preso inicialmente em novembro do ano passado, quando tentava embarcar em uma aeronave particular com destino ao exterior, mas conseguiu responder em liberdade pouco tempo depois.

No início de março, ele foi detido novamente, desta vez por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Essa decisão foi motivada por mensagens obtidas pela Polícia Federal, que revelaram Vorcaro como o centro de um esquema de perseguição e intimidação contra adversários.

Ele operava em conjunto com um grupo autodenominado “A Turma”, que obtinha ilegalmente dados privados de órgãos como a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e até instituições internacionais. Essas informações eram usadas para monitorar indivíduos que poderiam oferecer resistência às atividades ilícitas do grupo.

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