Ministro do STJ Marco Aurélio Buzzi é acusado de abuso sexual em praia de SC
STJ: Ministro acusado de abuso sexual mobiliza Corte

Escândalo de assédio sexual abala o Superior Tribunal de Justiça

Um caso grave de acusação de abuso sexual está mobilizando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) no início deste ano, conforme revelado em primeira mão pelo Radar. O magistrado envolvido é o ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, natural de Santa Catarina, que ocupa um dos cargos mais altos do Judiciário brasileiro.

Detalhes da acusação formalizada em múltiplas instâncias

A denúncia foi formalizada por uma advogada conhecida da família do ministro, apresentada simultaneamente ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), à polícia e ao próprio STJ. O suposto incidente ocorreu no dia 7 de janeiro, na praia do Estaleiro, localizada na região de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Segundo os relatos, a jovem acusadora, agora maior de idade, considerava Buzzi "um avô", pois as famílias mantinham relação de amizade desde sua infância. Durante um banho de mar, o magistrado teria realizado abordagens indevidas, incluindo tentativas de abraço e agarrões, mesmo após a vítima se afastar demonstrando desconforto.

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Procedimentos legais em andamento e mobilização interna

Os pais da jovem encaminharam ao CNJ o boletim de ocorrência registrado na polícia, documento que agora está sob análise da Secretaria-Geral do conselho para definição das providências cabíveis. Devido ao foro privilegiado do ministro, a polícia poderá direcionar o caso diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde um relator será designado para encaminhar a matéria à Procuradoria-Geral da República.

Internamente, o caso tem gerado forte comoção entre os integrantes do STJ, com muitos magistrados cobrando uma ação enérgica e transparente contra o colega acusado. A postura da Corte diante deste escândalo é vista como um teste para a credibilidade do Judiciário.

Trajetória profissional do ministro acusado

Marco Aurélio Gastaldi Buzzi construiu toda sua carreira no Judiciário, com longa passagem pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, onde atuou como juiz e desembargador, especializando-se em temas como contratos, responsabilidade civil e direito privado. Foi indicado ao STJ em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff, pelo critério do quinto constitucional reservado à magistratura estadual.

Até o momento, o ministro não se manifestou publicamente sobre as acusações, nem retornou os contatos da reportagem para apresentar sua versão dos fatos. O caso segue em investigação, com desdobramentos que podem impactar significativamente a estrutura do poder Judiciário no Brasil.

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