O soldado da Polícia Militar de Roraima, Tomi Marlei Lopes Souza, foi nomeado como agente de segurança operacional da Casa Militar, órgão responsável pela segurança do governador, familiares e outras autoridades estaduais. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado e assinada pelo chefe da Casa Militar, coronel Francisco Xavier, em 7 de maio. Francisco foi indicado ao cargo pelo governador interino, Soldado Sampaio (Republicanos).
Investigação por tortura e roubo
O policial militar foi um dos alvos da Polícia Civil em operação que investigou tortura, roubo e sequestro de garimpeiros. Ele chegou a ser preso em 22 de julho de 2024 durante a operação em Boa Vista. Segundo a investigação, o grupo montava falsos cenários de confrontos para roubar dinheiro, ouro e cassiterita de garimpeiros que atuavam ilegalmente no estado. Uma das vítimas foi um motorista assassinado em março de 2024, que carregava cassiterita quando foi executado. A suspeita da polícia era de que a morte foi forjada.
Posicionamento da Casa Militar
Em nota, a Casa Militar informou que as apurações sobre as denúncias contra o soldado correm sob responsabilidade da Corregedoria da Polícia Militar de Roraima. Afirmou ainda que os critérios para nomeação de cargos na Casa Militar levam em consideração a formação e qualificação profissional, e que, neste caso específico, não há impedimento legal para a nomeação. O g1 também tentou contato com o policial e aguarda resposta.



