Justiça condena sete pessoas por homicídio encomendado após saída de igreja em Ceilândia
Sete condenados por morte após sair de igreja em Ceilândia

Ex-esposa e seis cúmplices condenados por morte brutal em Ceilândia

A Justiça do Distrito Federal emitiu, nesta quarta-feira (25), sentença condenatória contra sete indivíduos pela execução de Geves Alves da Silva, de 32 anos. O crime, registrado por câmeras de segurança, ocorreu em 16 de abril de 2023, quando a vítima foi alvejada na cabeça imediatamente após deixar uma igreja na QNM 18 de Ceilândia.

Julgamento no Tribunal do Júri define penas severas

O processo foi conduzido perante o Tribunal do Júri de Ceilândia ao longo de terça e quarta-feira, resultando na condenação de todos os réus, que permanecem presos sem direito a recorrer em liberdade. A principal mandante identificada foi Aíla Lopes Neves, ex-esposa de Geves, com quem mantinha conflitos relacionados à guarda do filho do casal.

Segundo as investigações do Ministério Público do Distrito Federal, o relacionamento entre Aíla e a vítima era marcado por disputas intensas envolvendo a criança, o que teria motivado o planejamento meticuloso do assassinato.

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Detalhes macabros do crime premeditado

O homicídio ocorreu por volta das 22h de um domingo, quando Geves estava dentro de um veículo com outros passageiros, incluindo sua companheira. Ao parar em um semáforo, foi surpreendido por Alex Sandro da Silva e Ezequiel Severino da Silva, que se aproximaram em uma motocicleta. Alex, posicionado na garupa, efetuou múltiplos disparos contra o automóvel, atingindo fatalmente Geves na cabeça enquanto os demais ocupantes se protegiam.

Após o ataque, os executores fugiram do local, e a vítima foi transportada ao Hospital Regional de Ceilândia, onde veio a falecer dias depois. As câmeras de segurança capturaram todo o momento do crime, fornecendo evidências cruciais para a investigação.

Rede complexa de envolvidos e suas respectivas penas

Aíla Lopes Neves, identificada como mandante principal, recebeu pena de 24 anos e seis meses de reclusão por sua participação direta no planejamento. Ela contou com a ajuda de Stephanie Karoline Silva Vieira, amiga que auxiliou na organização e recebeu 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão.

Os executores materiais, Alex Sandro da Silva e Ezequiel Severino da Silva, foram condenados não apenas pelo homicídio qualificado por pagamento como recompensa, mas também pela tentativa de homicídio contra a companheira de Geves. Alex cumprirá 31 anos, nove meses e 15 dias, enquanto Ezequiel enfrenta 37 anos e quatro meses de reclusão.

Ebeson Damião dos Santos, que intermediou o contato entre os envolvidos, recebeu 21 anos, 10 meses e 15 dias. Francisca Diva Oliveira da Silva, apresentada como "mãe de santo" e conselheira espiritual de Aíla, que incentivou o crime e orientou sobre o momento ideal para execução, foi sentenciada a 15 anos, sete meses e 15 dias.

Nádia Nonata de Santana, companheira de Stephanie e responsável pela aquisição da arma utilizada no crime, cumprirá 18 anos e nove meses de prisão.

Logística do crime revela planejamento minucioso

As investigações detalharam que Aíla e Stephanie adquiriram a motocicleta utilizada no crime em um leilão e organizaram a viagem dos executores de Ipojuca, em Pernambuco, até Brasília. Os criminosos realizaram um estudo detalhado da rotina da vítima antes do ataque e receberam pagamento pela execução.

Durante o julgamento, o Ministério Público destacou que Alex Sandro, Ezequiel, Ebeson e Nádia responderam ao processo já presos, enquanto Aíla e Francisca cumpriam prisão domiciliar – a primeira devido à guarda exclusiva do filho, e a segunda para tratamento de saúde. Stephanie teve sua prisão preventiva relaxada por excesso de prazo, mas após a condenação, foi determinada a prisão imediata de todos os envolvidos para cumprimento das penas.

O caso chocou a comunidade de Ceilândia e evidenciou os perigos da violência urbana associada a conflitos pessoais que escalam para crimes premeditados. As autoridades continuam tentando localizar as defesas dos condenados para eventuais recursos, mas a sentença já representa um significativo avanço na busca por justiça para Geves Alves da Silva e sua família.

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