Sócios de academia são indiciados por homicídio qualificado após morte de professora em SP
Sócios de academia indiciados por homicídio após morte de professora

Sócios de academia são indiciados por homicídio qualificado após morte de professora em São Paulo

A Polícia Civil indiciou os sócios da Academia C4 Gym do Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo, por suspeita de homicídio qualificado com dolo eventual. O delegado responsável pelo caso, Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, afirmou que a investigação demonstrou que eles assumiram o risco pela morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos.

Mudança na classificação do crime aumenta pena potencial

Inicialmente, a apuração apontava para homicídio culposo, quando não há intenção de matar, com pena de até três anos de prisão. Com a requalificação para homicídio doloso, a pena pode chegar a trinta anos de reclusão, representando uma mudança significativa no entendimento jurídico do caso.

Os três sócios identificados como Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração compareceram ao 42º DP na quarta-feira (11) para prestar esclarecimentos. Nem a polícia nem a defesa divulgaram o conteúdo dos depoimentos, e a reportagem não conseguiu contato com os advogados dos acusados.

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Academia se pronuncia e colabora com investigações

A direção da Academia C4 GYM emitiu nota lamentando profundamente o ocorrido e afirmando que prestou atendimento imediato a todos os envolvidos. A empresa declarou manter contato direto com as pessoas afetadas para oferecer suporte e colaborar integralmente com as autoridades competentes.

Detalhes do incidente que levou à morte da professora

Juliana Faustino Bassetto faleceu após uma aula de natação no sábado (7). Ela passou mal ainda no local, foi encaminhada a um hospital, mas não resistiu. Seu marido, que também participava da aula, continua internado, junto com mais duas pessoas que estavam na piscina, todos em estado grave na UTI.

A principal linha de investigação aponta para intoxicação como causa da morte, após um balde com cloro ter sido colocado próximo à borda da piscina pelo manobrista Severino José da Silva, de 43 anos.

Manobrista presta depoimento e revela condições de trabalho

Severino prestou depoimento na terça-feira (10) e relatou que foi contratado como manobrista, mas acumulava funções. Ele afirmou receber orientações por WhatsApp de um dos sócios sobre como manusear produtos para tratamento da água da piscina, indicando possíveis falhas na capacitação e supervisão.

O funcionário detalhou que as instruções sobre produtos para piscina eram transmitidas por mensagem, levantando questões sobre a segurança e os protocolos operacionais da academia. A investigação continua para apurar todas as responsabilidades no trágico episódio.

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