Justiça do Rio ouve acusados de estupro coletivo contra adolescente em Copacabana
Rio: Justiça ouve acusados de estupro coletivo em Copacabana

Justiça do Rio avança em caso de estupro coletivo contra menor em Copacabana

A Justiça do Rio de Janeiro realizou, na última terça-feira (24), a oitiva dos maiores de idade acusados de envolvimento em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em um apartamento na Zona Sul da cidade. Os depoimentos marcam um passo crucial no processo judicial que investiga o crime de violência sexual, que chocou a comunidade local e gerou ampla repercussão na mídia.

Acusados prestam depoimento com assistência jurídica

Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Matheus Veríssimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin compareceram ao tribunal acompanhados de seus advogados, onde prestaram seus relatos às autoridades. No entanto, João Gabriel Xavier Bertho não falou, com a defesa alegando que o deslocamento da prisão poderia causar desgaste físico e emocional ao acusado, além de representar risco de exposição ilegal de sua imagem. O juiz aceitou a justificativa, permitindo que Bertho não participasse da sessão presencial.

Vítima é ouvida com suporte psicológico e pede privacidade

A adolescente vítima do crime foi ouvida por videoconferência, estando acompanhada por uma psicóloga para garantir seu bem-estar durante o depoimento. Ela solicitou expressamente que os acusados não assistissem ao seu testemunho, visando proteger sua privacidade e reduzir o trauma emocional. Esse cuidado reflete a sensibilidade do sistema judicial em casos de violência sexual, priorizando a segurança e a dignidade das vítimas.

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Detalhes do crime revelam violência extrema

O estupro coletivo ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um imóvel localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. Conforme o relatório final do inquérito da 12ª DP (Copacabana), obtido pela TV Globo, quatro homens foram indiciados pelo crime de estupro com concurso de pessoas. A conduta do adolescente envolvido foi encaminhada para a Vara da Infância e Juventude, separando-o dos processos dos maiores de idade.

Em seu depoimento na delegacia, na presença da avó, a jovem relatou que foi convidada por um colega de escola para ir ao apartamento de um amigo. Ela afirmou que, ao chegar, foi levada a um quarto onde, inicialmente, mantinha relação sexual com o conhecido. No entanto, outros três rapazes entraram no cômodo, fizeram comentários inadequados e, sem consentimento, começaram a tocá-la. A vítima detalhou que, apesar de ter concordado apenas com a presença dos amigos no quarto, sob a condição de não serem tocados, os jovens a desrespeitaram, tirando suas roupas, beijando-a e apalpando-a à força.

A situação escalou para violência física e sexual grave, com a adolescente sendo forçada a praticar sexo oral e sofrendo penetração por parte dos quatro acusados. Ela também relatou ter levado tapas, socos e um chute na região abdominal, além de ter sido impedida de sair do quarto quando tentou fugir. Após o incidente, a vítima enviou um áudio ao irmão expressando sua crença de que havia sido estuprada, contou os fatos à avó e registrou o caso na delegacia, iniciando a investigação policial.

Investigação continua com foco na responsabilização

As autoridades seguem apurando os detalhes do caso, com a polícia coletando evidências e testemunhos para fortalecer a acusação. A sociedade aguarda ansiosamente por justiça, enquanto especialistas destacam a importância de um processo judicial rigoroso para combater a impunidade em crimes sexuais. Este episódio reforça a necessidade de campanhas de conscientização sobre consentimento e proteção a menores, visando prevenir futuras ocorrências.

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