Quarto envolvido em latrocínio de joalheiro é capturado no Piauí com arsenal
As investigações sobre o brutal latrocínio do empresário joalheiro Edivan Francisco de Moraes, ocorrido no dia 3 de janeiro, avançaram significativamente com a prisão do quarto suspeito na manhã desta sexta-feira (13). A detenção aconteceu durante a segunda fase da Operação Caronte, realizada no município de Altos, no interior do Piauí, conforme divulgou a Secretaria de Segurança Pública do estado.
Suspeito de alta periculosidade era foragido do sistema prisional
O indivíduo preso foi identificado como Renato, conhecido pelo apelido de "Magão", e foi encontrado em sua residência pelos agentes policiais. Segundo o delegado Natan Cardoso, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito possui um histórico criminal extenso, com passagens por roubos e assaltos a lotéricas, sendo considerado de altíssima periculosidade.
"Foi um dos que entrou no imóvel e praticou diretamente o crime, tendo inclusive sido o motorista do carro da vítima, que foi subtraído no dia", afirmou o delegado em entrevista. Cardoso revelou ainda que Renato havia fugido da penitenciária em 2025 e possuía um mandado de recaptura em aberto contra sua pessoa.
Material apreendido inclui arma calibre .40 e diversas joias
Durante a busca domiciliar, os policiais realizaram uma apreensão substancial de evidências, incluindo:
- Uma arma de fogo calibre .40 com numeração raspada
- Diversas munições para a arma apreendida
- Dois aparelhos celulares
- Um relógio de valor não especificado
- Várias peças de joias que estão sob análise
Estes itens foram encaminhados para perícia e podem ser cruciais para elucidar completamente as circunstâncias do crime.
Operação já havia prendido três suspeitos anteriormente
Esta prisão representa a quarta captura relacionada ao caso. Na primeira fase da operação, realizada em 23 de janeiro, outros três suspeitos de participação no latrocínio já haviam sido detidos pelas autoridades. No entanto, um quinto envolvido, identificado como Pedro Felipe Felix de Sousa, permanece foragido e é alvo de busca ativa pela polícia.
O DHPP divulgou publicamente a fotografia de Pedro e disponibilizou o número de telefone (86) 99463-6500 para que a população possa fornecer informações sobre seu paradeiro.
Crime foi meticulosamente planejado com falsa negociação de ouro
As investigações apontaram que os criminosos arquitetaram um plano detalhado para atrair a vítima. Edivan Francisco de Moraes, que mantinha contatos frequentes para negociar ouro e realizava transações presenciais, foi aliciado através de uma proposta falsa de venda de 98 gramas de ouro, avaliada em aproximadamente R$ 40 mil.
No início de janeiro, a vítima começou a receber contatos insistentes sobre essa suposta negociação. O homem conhecido como "GG" atuou como principal intermediário, mantendo comunicação direta com Edivan para reforçar o interesse na transação.
Vítima foi monitorada em tempo real antes da execução
No dia fatídico do crime, "GG" monitorou em tempo real o deslocamento do empresário, coordenando o momento exato do encontro. Após aceitar concluir a negociação, Edivan dirigiu-se até sua própria residência, onde acreditava que finalizaria a venda do ouro.
Ao chegar à casa, o joalheiro foi surpreendido e assassinado pelos criminosos. A motivação foi exclusivamente patrimonial, com os agressores visando roubar as joias de ouro que a vítima utilizava e outros bens de valor. Eles também removeram um equipamento de armazenamento de imagens para eliminar possíveis registros do crime.
Sistema de videomonitoramento foi crucial para reconstruir rota de fuga
O sistema de videomonitoramento SPIA desempenhou um papel fundamental na investigação, rastreando o trajeto do carro roubado e reconstruindo a rota de fuga utilizada pelos suspeitos após o latrocínio. Segundo a SSP-PI, o crime foi minuciosamente planejado, com divisão clara de tarefas entre todos os envolvidos, desde a atração do empresário até a fuga após a execução.
Além de Renato "Magão", os suspeitos conhecidos como "Neurótico" e "Raimundinho" integraram o núcleo operacional do grupo, sendo apontados como participantes diretos na execução do crime contra o empresário joalheiro.



