Professora da Unicamp é libertada após acusação de furto em laboratório de virologia
A Justiça Federal concedeu liberdade provisória à professora Soledad Palameta Miller, de 36 anos, docente da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na terça-feira, 24 de março de 2026, um dia após sua prisão em flagrante.
Detalhes do caso e investigação da Polícia Federal
A docente foi presa na segunda-feira, 23 de março, suspeita de furtar material biológico de um laboratório do Instituto de Biologia da Unicamp. A própria universidade acionou a Polícia Federal após constatar o desaparecimento das amostras, que não foram especificadas publicamente para evitar alarme desnecessário.
Conforme informações institucionais, o laboratório envolvido desenvolve pesquisas sobre viroses respiratórias em animais, incluindo:
- Pneumovírus aviário
- Vírus da bronquite infecciosa aviária
- Doença infecciosa da bursa
- Vírus respiratório sincicial bovino
- Herpesvírus equino e bovino
O material furtado foi recuperado integralmente e não chegou a deixar o campus universitário. A Polícia Federal encaminhou as amostras para análise técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Trajetória da professora e andamento processual
Soledad Palameta Miller, nascida na Argentina, realizou doutorado e pós-doutorado na Unicamp antes de se tornar professora da instituição. Após a prisão, foi inicialmente encaminhada à penitenciária feminina de Mogi-Guaçu, mas liberada pela Vara Federal de Campinas.
O processo judicial tramita em sigilo e, se a investigação confirmar a prática de delitos, a docente poderá responder por:
- Furto qualificado
- Fraude processual
- Transporte irregular de organismo geneticamente modificado
A reportagem tentou contato com a defesa da professora, mas ainda não obteve resposta. Caso haja manifestação, as informações serão atualizadas.
Contexto institucional e medidas de segurança
O caso levanta questões sobre protocolos de segurança em laboratórios de pesquisa com material biológico sensível. A Unicamp, uma das principais universidades públicas do país, mantém diversos laboratórios que estudam patógenos com potencial impacto na saúde animal e pública.
A rápida recuperação do material evitou riscos maiores, mas a investigação da Polícia Federal continua apurando as circunstâncias exatas do ocorrido e possíveis motivações. A universidade não se pronunciou adicionalmente sobre o caso, mantendo o sigilo processual.



