Polícia prende suspeito de matar menina quase 20 anos após crime em Quatro Barras
Preso suspeito de assassinato de menina após quase 20 anos

Polícia prende suspeito de matar menina quase 20 anos após crime em Quatro Barras

A Polícia Civil do Paraná realizou a prisão preventiva de Martônio Alves Batista, de 55 anos, suspeito do assassinato da menina Giovanna dos Reis Costa, ocorrido em abril de 2006, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso, que estava próximo de prescrever, foi reaberto após denúncia de abuso sexual feita por uma ex-enteada do acusado.

Reabertura do caso às vésperas da prescrição

Segundo a delegada Camila Cecconello, a investigação sobre o assassinato de Giovanna foi reaberta apenas dois meses antes de completar o prazo de 20 anos para prescrição, conforme estabelece o Código Penal para crimes com pena máxima superior a 12 anos, como o homicídio qualificado. A menina, que tinha 9 anos na época, foi estuprada e morta, com o corpo encontrado em um terreno baldio, envolto em sacos plásticos e amarrado com fios elétricos.

Denúncia de abuso sexual revela conexão

O caso voltou à tona quando uma ex-enteada de Martônio o denunciou por abusos sexuais sofridos entre os 11 e 14 anos de idade. Durante os depoimentos, a vítima relatou que o padrasto a ameaçava mencionando o nome de Giovanna, dizendo que ela seria "a próxima". A mãe da jovem também informou à polícia que Martônio teria confessado ser o autor do crime, e não apenas testemunha, como alegara anteriormente.

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Novas provas e testemunhos incriminadores

Com a reabertura do inquérito, a polícia ouviu ex-companheiras de Martônio, que relataram detalhes alarmantes:

  • Uma das mulheres afirmou que a esposa do suspeito em 2006 foi obrigada a limpar a casa para eliminar provas do crime.
  • Outra ex-companheira revelou que Martônio confessou ter atraído Giovanna para dentro de casa sob pretexto de comprar rifas, cometido violência sexual e depois ocultado o corpo.
  • Uma testemunha informou que o suspeito "debochava" da polícia, referindo-se aos agentes como "idiotas e tapados", e afirmava que o fio usado para amarrar o corpo foi cortado de um rolo que ele possuía em casa.

Histórico das investigações

Em 2006, Martônio, que era vizinho da vítima, chegou a ser considerado suspeito. Policiais encontraram em sua casa um colchão com mancha de urina, similar à encontrada na calcinha de Giovanna, e um fio de energia semelhante ao usado no crime. No entanto, o colchão desapareceu antes da perícia, e a casa foi lavada com água sanitária. O suspeito prestou depoimento e foi liberado, enquanto outros investigados foram presos e posteriormente inocentados.

Prisão e próximos passos

Martônio foi preso preventivamente na quinta-feira (19), em Londrina, no norte do Paraná. A delegada Camila Cecconello afirmou que o inquérito deve ser concluído nos próximos dias e encaminhado ao Ministério Público do Paraná. Caso o suspeito seja denunciado, o crime não correrá mais risco de prescrição, garantindo a continuidade do processo judicial.

O desaparecimento de Giovanna ocorreu no dia 10 de abril de 2006, enquanto ela vendia rifas escolares perto de casa. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado com sinais extremos de violência sexual e asfixia mecânica. As roupas da menina foram localizadas a cerca de 50 metros da residência da família, indicando que o crime ocorreu nas imediações.

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