Homem é preso após atacar mulheres muçulmanas em shopping de Foz do Iguaçu por intolerância religiosa
A Polícia Civil do Paraná prendeu em flagrante um homem de 33 anos que agrediu duas mulheres muçulmanas em um shopping de Foz do Iguaçu, no interior do estado. O ataque, ocorrido na tarde de quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, envolveu lesão corporal e intolerância religiosa, com o agressor retirando o hijab de uma das vítimas durante a agressão.
Detalhes do ataque e prisão em flagrante
Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver uma das vítimas sentada em uma loja quando o homem entra no estabelecimento e, segundos depois, avança contra ela para retirar o véu religioso islâmico. Uma segunda mulher que se aproximou para ajudar também foi agredida com socos. Testemunhas relataram às autoridades que o agressor proferia falas discriminatórias direcionadas à religião das duas mulheres durante o ataque.
As vítimas, embora tenham precisado de atendimento médico no local, estão bem. O caso foi registrado como flagrante, e o agressor deve responder pelos crimes de lesão corporal e intolerância religiosa, conforme a legislação brasileira.
Reações de autoridades e comunidades islâmicas
A prefeitura de Foz do Iguaçu emitiu uma nota oficial condenando o ato e reafirmando o compromisso da cidade com a diversidade cultural e religiosa. Foz do Iguaçu é reconhecida nacional e internacionalmente por sua pluralidade, sendo uma das cidades brasileiras com maior número de seguidores do Islã, segundo dados oficiais.
O Centro Cultural Beneficente Islâmico de Foz do Iguaçu, Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, classificou o crime como extremamente grave e destacou que a liberdade religiosa é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal. Em sua mensagem, a instituição enfatizou: O islã prega a paz e o respeito à diversidade religiosa, sendo contra qualquer tipo de agressão ou discriminação.
A Sociedade Beneficente Islâmica de Foz do Iguaçu, representada pelo Sheikh Mohamed Khalil, agradeceu às autoridades pela rápida prisão do agressor e apelou para a aplicação rigorosa das leis contra o ódio e a discriminação religiosa. Vivemos em um Estado de Direito, afirmou a entidade, defendendo a convivência harmoniosa entre todos, independentemente de religião ou raça.
Solidariedade e alerta para a sociedade
O instituto Brasil-Israel também se posicionou em solidariedade às vítimas, alertando para a necessidade de denunciar casos de ódio religioso. A organização destacou que a violência e o racismo religioso atentam contra a dignidade humana e o Estado Democrático de Direito, reforçando a importância de um país plural e acolhedor.
Este caso reforça a urgência de combater a intolerância religiosa no Brasil, especialmente em cidades diversificadas como Foz do Iguaçu, onde a convivência entre diferentes culturas é um pilar fundamental da identidade local.



