Operação da Polícia Civil prende suspeito de falsificar atestados médicos em Piracicaba
Um homem de 39 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Piracicaba, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira (19), acusado de falsificar e comercializar atestados médicos fraudulentos na região central da cidade. A ação, batizada de 'Operação Fé Pública', foi desencadeada após uma denúncia recebida pelas autoridades.
Detenção ocorreu durante tentativa de entrega do documento falsificado
De acordo com as investigações, o suspeito foi abordado pelas equipes policiais enquanto chegava de motocicleta, acompanhado de sua companheira de 32 anos, para realizar a entrega de um envelope marrom contendo os documentos falsos. O encontro estava marcado nas imediações do cruzamento entre as ruas José Pinto de Almeida e Doutor Otávio Teixeira Mendes, no Bairro Alto.
"O investigado confessou na delegacia que havia falsificado o atestado médico no mesmo dia da operação, utilizando os serviços de uma lan house", relatou a Polícia Civil. Ele admitiu que cobrava R$ 70 por cada documento fraudado, mas se recusou a revelar a identidade do comprador, que, segundo as autoridades, teria fugido ao perceber a presença dos agentes.
Material apreendido incluía três atestados falsos e telefones celulares
Dentro do envelope, os policiais encontraram dois atestados médicos falsificados, que continham carimbos e assinaturas fraudulentas. Já na bolsa da companheira do suspeito, foi localizado um terceiro documento do mesmo tipo. Todos os itens foram apreendidos, assim como os telefones celulares do casal, que agora serão analisados como parte das investigações.
A mulher, por sua vez, afirmou aos policiais que apenas guardava o envelope a pedido do companheiro, sem conhecimento sobre o conteúdo que transportava. "Ela declarou desconhecer totalmente o teor do material", destacou a polícia em seu comunicado.
Documentos falsos utilizavam informações de unidade de saúde local
Os atestados médicos apreendidos traziam informações falsas referentes a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Piracicaba, o que demonstra um nível de sofisticação na falsificação. A Polícia Civil ressaltou que a operação visa combater crimes contra a fé pública e que investigações adicionais estão em andamento para identificar possíveis compradores e outros envolvidos na rede de falsificação.
O caso segue sob análise das autoridades, e o suspeito responderá pelos crimes de falsificação de documento público e estelionato, podendo enfrentar penas que variam de acordo com a legislação brasileira. A prisão em flagrante reforça o compromisso das forças de segurança em coibir práticas ilegais que prejudicam a integridade de documentos oficiais e a saúde pública.



