Operação conjunta desarticula esquema de tráfico interestadual com maconha líquida em Pernambuco
Uma mulher de 22 anos foi presa em flagrante na noite de terça-feira (10) em Camaragibe, região metropolitana do Recife, durante uma operação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal. A jovem foi surpreendida recebendo uma encomenda contendo 470 refis de cigarros eletrônicos, conhecidos popularmente como vapes, que continham THC, a substância psicoativa da maconha em forma líquida.
Esquema sofisticado de ocultação da droga
Os agentes descobriram que a droga estava cuidadosamente escondida dentro de um aparelho de gelágua, especificamente no compartimento onde normalmente ficaria o motor do equipamento. A maconha líquida estava dividida em 47 caixas, cada uma contendo 10 refis dos dispositivos eletrônicos.
Segundo informações da Polícia Federal, os refis dos vapes estavam intencionalmente vazios de nicotina, preparados para serem preenchidos exclusivamente com o THC líquido. Essa estratégia demonstra um nível considerável de planejamento por parte dos criminosos.
Origem internacional e roteiro interestadual
As investigações revelaram que os dispositivos foram originalmente produzidos na Califórnia, Estados Unidos, mas seguiram um trajeto complexo até chegar a Pernambuco. Eles foram enviados para o estado nordestino por um remetente localizado no sul do Brasil, configurando um caso de tráfico interestadual de drogas.
A mulher presa, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, é residente da cidade onde ocorreu a apreensão. Ela estava recebendo a encomenda em sua própria residência quando foi surpreendida pelos agentes federais.
Penas severas e investigações em andamento
Pelo crime de tráfico interestadual de drogas, a acusada pode enfrentar uma pena de até 20 anos de prisão, conforme estabelece a legislação brasileira para esse tipo de delito. As autoridades destacaram a gravidade do caso, considerando tanto a quantidade apreendida quanto o método sofisticado de ocultação utilizado.
As investigações continuam em ritmo acelerado, com os agentes trabalhando para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso. A Polícia Federal não descarta a possibilidade de que a operação desarticulada faça parte de uma rede mais ampla de tráfico de drogas.
Este caso chama atenção para as novas modalidades de tráfico que utilizam dispositivos eletrônicos e métodos criativos de ocultação, representando um desafio adicional para as forças de segurança no combate ao narcotráfico no Brasil.



