Porsche apreendido em operação que desarticula esquema milionário de jogos e venda ilegal de remédios em Rio Claro
A Polícia Civil de Rio Claro, no interior de São Paulo, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 19 de setembro, uma operação de grande impacto para desarticular um sofisticado esquema criminoso. A investigação, batizada de Operação Dupla Face, focou em atividades ilícitas que incluíam a prática de jogos de azar online, o comércio ilegal de medicamentos controlados e a lavagem de capitais, com movimentações financeiras que ultrapassaram a impressionante marca de R$ 13 milhões, valores considerados incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos envolvidos.
Esquema criminoso usava redes sociais para atrair vítimas
De acordo com as apurações policiais, o grupo criminoso operava de maneira organizada, utilizando perfis em redes sociais para divulgar plataformas de apostas online, com destaque para o popular "jogo do tigrinho". As táticas empregadas eram enganosas, induzindo seguidores com promessas de ganhos fáceis, associadas à ostentação de um padrão de vida elevado e à simulação de resultados positivos, criando uma falsa ilusão de sucesso.
Além disso, as investigações revelaram que o esquema também atuava na comercialização irregular de medicamentos de uso controlado, como as conhecidas canetas emagrecedoras, sem qualquer autorização legal. O grupo ainda se dedicava à dissimulação e ocultação de valores provenientes dessas infrações penais, caracterizando claramente a prática de lavagem de dinheiro.
Estrutura organizada e apreensões durante a operação
A polícia destacou que havia uma divisão estruturada de funções entre os investigados, incluindo a captação de clientes e promoção digital, a operacionalização das vendas ilícitas e a gestão financeira das movimentações. Durante a Operação Dupla Face, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco endereços ligados ao esquema na cidade de Rio Claro.
Em um dos locais, os policiais realizaram a apreensão de um veículo Porsche, pertencente a uma das investigadas. A ação também resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 27 anos, acusada de falsificar, corromper, adulterar ou alterar produtos terapêuticos e medicinais. Com ela, foram apreendidas oito ampolas de tirzepatida, um medicamento emagrecedor.
Desfecho da prisão e possíveis crimes imputados
A mulher foi conduzida até a delegacia e, na presença de seu advogado, optou por permanecer em silêncio durante os interrogatórios. O delegado responsável pelo caso arbitrou uma fiança no valor de R$ 3.250, que foi prontamente paga pela indiciada, resultando em sua liberação posteriormente.
Segundo a Polícia Civil, os investigados agora poderão responder por uma série de crimes graves, incluindo associação criminosa, exploração de jogos de azar, crimes contra as relações de consumo, comércio ilegal de medicamentos e lavagem de dinheiro. As investigações continuam em andamento para apurar a extensão total do esquema e identificar outros possíveis envolvidos.



